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Racismo, precisamos tocar neste assunto

Por Guilherme Vicente, do Bem +Brasília
Coluna entre "ASPAS" | 22 de Agosto de 2017

Não é incomum vermos, nos noticiários de TV e na internet, histórias de celebridades ou pessoas públicas que tenham sofrido algum tipo de agressão racial. Isso tem se tornado cada vez mais rotineiro.

 

Outro dia, no Jornal Nacional, William Bonner saiu em defesa da colega Maria Júlia Coutinho, a Maju, a então apresentadora da Previsão do Tempo, que havia sido vítima de comentários racistas em uma publicação do próprio jornal em uma rede social. Alguns meses depois, foi a vez da atriz Taís Araújo. Uma foto dela publicada no Facebook recebeu centenas de comentários racistas de diferentes perfis. Parecia um ataque coordenado, algo orquestrado por alguma mente doentia. De lá pra cá, outros casos semelhantes aconteceram.

 

O caso mais recente foi o da piauiense Monalysa Alcântara, eleita Miss Brasil 2017 no último dia 19. Assim que o resultado do concurso foi divulgado, uma enxurrada de comentários racistas tomou conta do Twitter. Nunca pensei que 140 caracteres fossem suficientes para uma pessoa escrever tanta barbaridade! Entre elas, uma me chamou muito a atenção: “Credooooo! A Miss Piauí tem cara de empregadinha, cara comum, não tem perfil de Miss [...]”, disparou uma internauta.

 

Quanta ignorância!

 

Quanto preconceito!

 

Como se o trabalho de empregada doméstica, que garante o sustento de muitas famílias, tanto das empregadas, como das patroas, não fosse honesto e digno. E mais: há que se pensar por que no Brasil os postos de trabalho desvalorizados são ocupados majoritariamente por negros… É por opção ou escolha?

 

  Monalysa Alcântara, vencedora do concurso Miss Brasil Be Emotion 2017 - Cristina Novinsky-20.ago.2017/Futura Press/  

 

Se uma jornalista, uma atriz e uma Miss são agredidas violentamente por serem negras, imagina o que não passa todos os dias a dona Maria, o seu Francisco, a Carol, o Fernando, a Letícia e tantos outros que têm a pele preta e dividem diariamente o mesmo
trem, ônibus e elevador! Fico me perguntando como deve ficar o psicológico das pessoas que sofrem constantemente esses ataques em função da cor da pele. Como elas devem se sentir… Afinal de contas, racismo não passa de vitimismo e "mi mi mi", não é mesmo?

 

Será que essas pessoas recebem a devida atenção do Estado já que são vítimas de um crime? Quem já passou por algum tipo de agressão racial e procurou ajuda sabe do que eu estou falando. Conheço dezenas de relatos de pessoas que procuraram uma delegacia
para prestar queixa e simplesmente não tiveram a ocorrência aceita pelos policiais – também, em sua maioria, negros. Racista eles? Enrustidos, talvez!

 

Em um dos relatos, a vítima se sentiu discriminada mais uma vez quando teve sua ocorrência recusada pelos agentes da lei. Questionou o policial, chegou a perguntar se a lei do racismo servia para alguma coisa a não ser ocupar espaço em uma folha de papel. Ele respondeu que a lei não se aplicava ao caso (será?), deixando a vítima de pés e mãos atados, sem poder fazer nada!

 

Situações como estas me levam a perguntar se o racismo no Brasil é uma coisa que deu certo, afinal de contas, tanta negligência e conivência com tamanho absurdo só contribuem para que ele se perpetue! Onde já se viu uma autoridade – a quem é delegado o dever de defender os cidadãos – se negar a tomar as medidas legais cabíveis em um caso desses! Se não ele, quem vai garantir a Justiça neste País?

 

 

 

 

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