Uma tempestade política crescente pode levar a eleições antecipadas

Lisboa, Portugal (AFP) – Uma tempestade política está se formando em Portugal, à medida que o governo socialista de minoria está encontrando dificuldades para obter o apoio de outros partidos de centro-esquerda para seu orçamento de estado.

O Partido Comunista Português anunciou na segunda-feira que não vai votar a favor do plano de gastos do governo.

O Bloco de Esquerda, outro partido que historicamente se aliou aos socialistas, trocou farpas com o governo nos últimos dias de tensas negociações, fazendo com que as chances de o orçamento de 2022 ser aprovado pelo parlamento pareçam pequenas. A votação está marcada para quarta-feira.

O Partido Socialista de centro-esquerda detém 108 cadeiras no parlamento português de 230 cadeiras. No passado, contou com o apoio ou abstenção de seus aliados de esquerda.

O presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, que não tem poderes de governo mas fiscaliza o bom funcionamento do país, avisou que se o parlamento não aprovar o orçamento convocará eleições antecipadas.


O primeiro-ministro Antonio Costa é um ativista político astuto, cujas habilidades de negociação mantêm os dois governos minoritários no poder desde 2015. Um acordo com o bloco de esquerda e outros partidos menores pode ainda estar ao alcance de Costa.

Com o principal partido da oposição, os social-democratas de centro-direita, ocupados com um desafio à liderança, Costa pode virar a situação a seu favor.

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