O maior escândalo contábil do Brasil, um ano depois

Há exatamente um ano, a Americanas, então a quinta maior varejista do Brasil, relatou “discrepâncias contábeis” no valor de R$ 20 bilhões (US$ 4,1 bilhões) no mercado.

A carta aos investidores foi apenas a ponta do iceberg que se tornaria o maior escândalo financeiro de todos os tempos do país – um escândalo que destruiria 92% do valor de mercado da Americanas, levaria à demissão de um quarto de seus funcionários e levantaria alarmes sobre problemas sistêmicos. corre o risco de ameaçar a economia. economia, desencadeando investigações em múltiplas jurisdições.

Nos dias seguintes a esta fatídica declaração de 11 de janeiro de 2023, questionamentos dos reguladores e a suspensão das operações de financiamento por parte de seus maiores credores (grandes bancos) forçaram a empresa a entrar com pedido de recuperação judicial, revelando passivos de aproximadamente R$ 43 bilhões em suma -termo. Dívidas a prazo.

A Americanas então demitiu sua administração e os substituiu por executivos com experiência em salvar grandes empresas do fundo do poço.

Em junho de 2023, quando surgiram os primeiros resultados de uma investigação interna independente, a empresa divulgou um fato relevante ao mercado, admitindo que as “discrepâncias” eram de fato fraude – e culpando o anterior conselho de administração pelo escândalo. A empresa afirma que a responsabilidade recai sobre o ex-CEO Miguel Gutierrez, que liderou Americana por duas décadas até 2022.

A Americanas também culpou dois outros ex-diretores, incluindo dois executivos que supostamente relataram discrepâncias contábeis ao sucessor de Gutierrez, Sergio Real. Real demorou menos de um mês antes de apresentar sua renúncia.

O que alegadamente fizeram foi utilizar diversas ferramentas típicas do sector retalhista para reduzir artificialmente os custos operacionais da empresa.

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Sem obter a devida licença das empresas, elas teriam contraído uma série de empréstimos junto a instituições financeiras – R$ 18,4 bilhões em operações de financiamento de compras conhecidas como “penesuras” e R$ 2,2 bilhões em capital de giro. Então eles gravaram isso incorretamente…

Fabian Zeola Menezes

Fabian, ex-editor-chefe do LABS (Latin American Business Stories), tem mais de 15 anos de experiência em reportagens sobre negócios, finanças, inovação e cidades no Brasil. Este último recentemente a trouxe de volta à sala de aula e fez com que ela fizesse mestrado em Gestão Urbana pela PUCPR. Na TBR, você monitora a política econômica, as empresas revolucionárias e as pessoas que impulsionam a inovação na América Latina.

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