O ex-regulador foi confirmado como o novo chefe da Petrobras no Brasil

A nova CEO da gigante petrolífera brasileira Petrobras, Magda Champriard. Fotografia: André Ribeiro/Agência Petrobras/AFP
Fonte: Agência France-Presse

A estatal brasileira de petróleo Petrobras confirmou a nomeação de sua ex-CEO, Magda Chamberriard, como sua nova CEO na sexta-feira, dez dias após a demissão do presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula pede à Petrobras que aumente os investimentos, dizendo que isso impulsionará a maior economia da América Latina, à qual os investidores resistem.

A Petrobras disse que seu conselho de administração nomeou Chambriard como membro e elegeu seu CEO, com efeito imediato. É a segunda mulher a ocupar este cargo, depois de Graça Foster, de 2012 a 2015.

A engenheira química e civil de 66 anos iniciou sua carreira na Petrobras em 1980, depois chefiou a agência brasileira de petróleo e gás natural, ANP, de 2012 a 2016.

Chamberillard substitui Jean-Paul Prats, cuja demissão foi anunciada em 14 de maio, após menos de 18 meses no cargo, provocando inquietação na Petrobras, principal player do sétimo maior país produtor de petróleo do mundo.

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A demissão de Prats ocorreu após uma disputa entre a Petrobras e os acionistas sobre dividendos, levantando preocupações sobre a influência do governo no processo de tomada de decisão da empresa de capital aberto.

Prats, um ex-senador, enfrentou críticas intensas depois que a Petrobras anunciou que não pagaria mais dividendos extraordinários aos investidores, depois de seu segundo maior lucro líquido já registrado no ano passado, de US$ 24,8 bilhões.

O anúncio de março fez com que o preço das ações da empresa caísse e alguns analistas e opositores consideraram que se tratava de uma intervenção direta do governo.

Lula acusou os executivos da Petrobras de colocar os acionistas da empresa antes do povo brasileiro.

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O conselho de administração da Petrobras finalmente aprovou o dividendo no final de abril.

O estado brasileiro possui pouco mais da metade do capital da Petrobras, sendo o restante propriedade dos acionistas.

Pressão para perfuração

A confirmação de Chamberyard era amplamente esperada.

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No mesmo dia em que Prats foi demitido, o gabinete de Lula informou que o presidente a indicaria para substituí-lo como CEO.

As ações da Petrobras subiram após o anúncio da notícia, sendo negociadas pouco menos de um por cento mais altas no índice Ibovespa da Bolsa de Valores de São Paulo.

A Petrobras, maior empresa do Brasil, passou por momentos turbulentos nos últimos anos.

Chambriard é seu sexto CEO em menos de três anos.

A gigante petrolífera foi devastada por um enorme escândalo de corrupção em 2010, sob o Partido dos Trabalhadores de Lula, quando os investigadores descobriram um enorme esquema de pagamento por jogo, no qual uma longa lista de políticos aceitava subornos para garantir que as empresas de construção tivessem acesso a suculentos contratos da Petrobras.

Mais recentemente, as políticas de preços da empresa suscitaram fortes críticas do ex-presidente de extrema direita Jair Bolsonaro (2019-2022), sob quem ultrapassou quatro CEOs em rápida sucessão.

Chamberillard, que já passou mais de duas décadas na Petrobras, enfrentará o desafio de estabilizar a empresa após semanas de instabilidade provocadas por rumores de que Prats estava de saída.

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Enfrentará também pressões concorrentes para traçar o rumo da transição energética, mesmo quando Lula pretende investir pesadamente em projectos tradicionais de petróleo e gás.

Os ambientalistas estão irritados com o facto de o governo estar a tentar explorar petróleo perto da foz do Rio Amazonas, uma área ambientalmente sensível que estudos indicam que pode conter enormes reservas de petróleo bruto.

Fonte: Agência France-Presse

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