Identidade digital, EBANX se expande para a América Central, revista Luiza continua sua maratona de compras

Bem-vindo ao relatório desta semana sobre tecnologia e inovação no Brasil. Aqui está uma seleção de três grandes desenvolvimentos na maior economia da América Latina: Primeiro, o governo brasileiro está abrindo caminho em direção ao seu próprio projeto de identidade digital. Em seguida, a fintech unicórnio EBANX expande sua atuação na Centra America e a gigante do varejo Magazine Luiza está fazendo mais aquisições de startups para promover sua estratégia digital.

O governo brasileiro anunciou esta semana que está trabalhando no desenvolvimento de seus próprios planos de identidade digital. Na segunda-feira (15), foi firmado convênio entre o Tribunal Superior Eleitoral, o Ministério da Economia e a Presidência da República para implantar e agilizar o projeto de Identificação Nacional de Identificação Civil (CNI).

Por iniciativa da CNI, criada por meio de lei aprovada em 2017, todos os registros de identidade brasileiros serão agrupados em um único banco de dados, a ser compartilhado por diversos órgãos governamentais. O banco de dados coletará todos os dados de identificação do cidadão, como RG, carteira de habilitação e detalhes do título de eleitor.

Além disso, o projeto inclui a integração de registros biométricos dos cidadãos. O Tribunal Superior Eleitoral coletou esses registros nos últimos anos e coletou informações biométricas de 120 milhões de brasileiros até o momento.

Segundo o governo, o acordo “deixa claro que os órgãos judiciário e executivo trabalham em conjunto para servir os cidadãos”, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes. Um plano de negócios será desenvolvido com metas para o avanço do projeto, bem como atributos dos diversos detentores de banco de dados que serão padronizados como parte da iniciativa.

O governo brasileiro está promovendo o Projeto de Identidade Individual como forma de “facilitar a vida” dos cidadãos. Um exemplo citado é um piloto contínuo em aeroportos no Rio de Janeiro, Salvador e Florianópolis permitindo que os passageiros utilizem a biometria facial para embarcar em voos domésticos.

Além da integração e acesso a fontes de dados de identidade de cidadãos de várias organizações governamentais, o projeto CNI inclui o envio de um documento de identidade nacional unificado. Essa iniciativa reunirá documentos como o RG e o cadastro nacional de contribuintes em uma carteira eletrônica de um aplicativo do governo federal.

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Também esta semana, um dos unicórnios do Brasil, EBANX, Em sua expansão para a América Central. Os pagamentos transfronteiriços da FinTech iniciarão operações na Costa Rica e entrarão na Guatemala, El Salvador, República Dominicana e Panamá até o final do primeiro semestre de 2021.

Segundo a empresa, que já está presente em 15 países da América Latina, a decisão de começar na Costa Rica se deu pela importância do país no espaço de e-commerce centro-americano e pelos níveis de inclusão digital: mais de 80% dos costarriquenhos estão online. Além disso, 70% dos cidadãos do país têm conta em banco e 27% já compraram em sites de comércio eletrônico, segundo dados do Banco Mundial. Além da América Central, a empresa também está iniciando suas operações no Paraguai.

Fundado em 2012 por Alphonse Voigt e Wagner Ruiz E a João Del Valle, A EBANX passou a oferecer um portal de pagamento para varejistas internacionais que desejam chegar ao consumidor brasileiro que não possui cartão de crédito. Afirmou que expandiu sua presença em toda a região em 2015, iniciando operações no Peru e no México, seguido nos anos subsequentes por vários outros mercados, incluindo Chile, Argentina e Colômbia.

Com uma carteira de clientes que inclui o varejista online chinês AliExpress, bem como Wish, Spotify, Airbnb e Uber, a EBANX intermediou mais de 145 milhões de transações em 2020. Isso representa um aumento de 38% em relação a 2019 – o ano em que a avaliação da fintech ultrapassou o dólar americano 1 bilhões após uma rodada de financiamento liderada por FTV Capital.

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A gigante varejista brasileira Luiza anunciou as aquisições da Roubo de aparência (STL), um site especializado em conteúdo comprável.

Fundada em 2012, a STL oferece conteúdo sobre temas de moda – com links que apontam para looks semelhantes, com itens que podem ser adquiridos – além de beleza, cultura e estilo de vida. O STL é acessado por mais de 6 milhões de usuários únicos anualmente e será fundamental para expandir o alcance do Magazine Luiza a públicos potenciais de seus produtos de moda e estilo de vida.

O negócio também inclui a aquisição de Pagar, Uma plataforma focada em tópicos de empreendedorismo profissional e feminino, fundada pelos fundadores da STL Manuela Burdash E a Katharina Dietrich.

O Magazine Luiza é uma das maiores empresas de varejo do Brasil, com uma rede de 1.900 lojas em todo o país e empregando mais de 47.000 funcionários. A empresa vem apostando no comércio pela Internet e fazendo um grande número de aquisições para transformar sua proposta digital em um “super app”.

A aquisição da STL e da Push é a segunda aquisição do Magazine Luiza em 2021: no início deste mês, a empresa adquiriu VipCommerce, Uma empresa focada em plataformas de e-commerce de marca branca para lojas de varejo de alimentos. Em 2020, a varejista brasileira fez 11 aquisições, incluindo uma empresa de publicidade online Ativo, O mercado de livros Prateleira padrão E empresa de entrega de comida AiQFome.

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