França suspende todos os voos de e para o Brasil por temor do vírus COVID

A França suspendeu todos os voos de e para o Brasil em meio a temores da nova variante do coronavírus que surgiu lá.

“Notamos que a situação está piorando”, disse o primeiro-ministro francês, Jean Castix. “E por isso decidimos suspender todos os voos entre Brasil e França até novo aviso.”

A nova cepa, conhecida como P.1, foi identificada em viajantes do Brasil que foram testados ao chegar a um aeroporto no Japão no início de janeiro.

Ele continuou a causar estragos no Brasil, onde funcionam muitos hospitais e cemitérios, e o número de mortos oficialmente registrados no COVID-19 aumentou de 200.000 para mais de 350.000 desde o início do ano.

Existem poucas pesquisas publicadas sobre a variante P.1 até agora, mas acredita-se que haja mudanças na proteína spike que a tornam mais infecciosa do que o vírus original.

A França anunciou a descoberta de quatro casos de infecção P.1 dentro de suas fronteiras no início de fevereiro. No Parlamento, o ministro da Saúde, Olivier Veran, disse na terça-feira que variáveis ​​do Brasil e da África do Sul são agora responsáveis ​​por cerca de 4% de todas as infecções na França – abaixo dos 6% de um mês atrás.

Em contraste, disse ele, mais de 80 por cento das novas infecções na França são agora do tipo identificado pela primeira vez na Inglaterra em setembro passado.

“Relativamente, estamos vendo um declínio nessas variantes porque são menos contagiosas do que o tipo inglês”, diz Olivier Veran.

Antes do anúncio da proibição, os viajantes do Brasil já precisavam fazer um teste negativo antes de partir e na chegada à França, e depois ficar em quarentena por 10 dias.

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Mas o governo enfrenta pedidos crescentes de especialistas em saúde para suspender os voos para limitar a propagação potencial.

A França registrou 5,1 milhões de casos de coronavírus desde o início da pandemia, o maior número na Europa, e mais de 99.000 mortes por Covid-19. Eles morrem na epidemia. O país está enfrentando atualmente outra onda de infecções que está colocando os hospitais em Paris e em outros lugares sob pressão.

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