Fontes dizem que próximo CEO da Petrobras está sondando partido de Lula para escolher gestão

RIO DE JANEIRO (Reuters) – O senador brasileiro Jean-Paul Pratis indicou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para chefiar a Petrobras. (PETR4.SA)reuniu-se com membros do Partido Trabalhista para confirmar as decisões sobre a nova administração sênior da empresa, disseram quatro fontes familiarizadas com o assunto.

As reuniões destacam que o partido de esquerda, chamado de Partido dos Trabalhadores, terá a palavra final na seleção dos principais executivos, aumentando as preocupações dos investidores sobre a tomada de decisões politizadas na empresa listada.

Prats, consultor de energia de longa data e senador no Senado desde 2019, tentou acalmar os mercados dizendo que o novo governo de Lula não adotará uma abordagem intervencionista à força para a empresa estatal de energia, conhecida formalmente como Petróleo Brasileiro SA.

Desde 2016, a Petrobras e seu acionista controlador, o governo brasileiro, têm trabalhado para apresentar uma gestão mais independente, focada principalmente em seus resultados financeiros, virando a página de um escândalo de corrupção política sem precedentes desenterrado por uma investigação de longa data chamada Operação Lava Jato. .

No entanto, o ex-presidente Jair Bolsonaro costumava criticar a empresa por aumentar os preços dos combustíveis, o que o levou a trocar de CEO três vezes.

Uma fonte, que divulgou as conversas entre os Prats e os políticos anonimamente porque as discussões são privadas, o Partido Socialista Brasileiro (PSB), de centro-esquerda, pode não ter muita influência na escolha dos futuros indicados pela Petrobras. No entanto, a fonte disse que o vice-presidente Geraldo Alcmene, que é zagueiro filiado ao PSB, se reuniu com alguns candidatos recentemente.

A fonte acrescentou que o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e alguns partidos de barganha e grandes tendas do chamado “Centrao” também disputaram uma palavra nas cadeiras do governo, mas a maioria das indicações dependerá da última palavra do “Centrão”. Partido Trabalhista.

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A Petrobras se recusou a comentar. Representantes da imprensa de Prates, PT e Lula não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

As fontes disseram que a Pratis realizou várias reuniões na sede da empresa esta semana, acrescentando que atuais e ex-funcionários da Petrobras, além de alguns candidatos externos, estavam entre os candidatos a cargos de gestão.

Uma das fontes próximas às negociações disse que Pratiss, cujo papel como CEO e membro do conselho aguarda aprovação do conselho atual, espera formar uma nova administração até 15 de fevereiro.

Uma fonte disse que os candidatos em potencial incluem o parceiro de negócios dos britânicos, Sergio Caetano Light, para o cargo de CFO. O economista William Nozaki e Aurélio Amaral, ex-diretor da ANB, reguladora do petróleo, também estão indicados para o cargo.

Outros candidatos importantes incluem Mauricio Tolmasquim como diretor de transmissão de energia e William Franca como chefe de refino. Tolmasquim leciona na Universidade Federal do Rio de Janeiro, enquanto Franca trabalha na unidade de transportes da Transpetro.

A lista para cargos de gestão também inclui a ex-presidente da ANP, Magda Chamberiard, o ex-CEO da Petrobras America, Claudio Schlosser, e o ex-presidente de gás e energia da Petrobras, Alcides Santoro.

Uma fonte acrescentou que o ex-ministro da energia do Rio de Janeiro, Wagner Pfister, era visto como tendo apoio político suficiente para garantir um assento no conselho.

Reportagem adicional de Marta Nogueira no Rio de Janeiro e Sabrina Valli em Houston; Edição de Roberto Samora, Brad Haynes e Margarita Choi

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