Brasil concorda em medir cortes de energia

O Senado brasileiro aprovou medida provisória Rep. 998, Que está reorganizando os recursos financeiros do setor elétrico para reduzir as tarifas de energia, estendendo os subsídios às fontes renováveis ​​de energia e facilitando a construção da usina nuclear de Angra 3.

Foi prorrogado por 60 dias no início de novembro, e o término previsto para o dia 9 de fevereiro. E agora o presidente Jair Bolsonaro deve aprová-lo para transformá-lo em lei.

Entre 2021 e 2025, a MP 998 transferiu para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) 30% dos recursos que os franqueados de energia elétrica aplicam obrigatoriamente em programas de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e eficiência energética.

As empresas de distribuição de energia também poderão dedicar recursos de pesquisa e desenvolvimento a tecnologias de armazenamento de energia limpa.

Atualmente, são 3,4 bilhões de riais (US $ 620 milhões) usados ​​em projetos de pesquisa, desenvolvimento e eficiência energética que podem ser convertidos em CDE como forma de reduzir potenciais aumentos de energia devido aos impactos do COVID-19.

Em meio à crise econômica e de saúde que levou à redução do consumo e ao aumento da inadimplência na conta de eletricidade, as concessionárias de energia tomaram emprestado R $ 15,3 bilhões por meio da conta COVID (Conta Covid) para compensar as perdas de receita.

Subsídios

Quando revisada pela primeira vez em setembro de 2020, a medida provisória determinou o fim imediato dos subsídios do governo para projetos de energia solar, eólica e de biomassa. Porém, após as alterações, o subsídio será estendido por 12 meses após a promulgação da lei.

O texto, aprovado pelo Congresso, traça potenciais incentivos ao uso de energia elétrica de fontes renováveis ​​em prédios públicos por meio de medidas de eficiência energética.

Região norte

A nova lei estabelecerá um período de cinco anos para que as concessionárias de energia do Norte apliquem padrões de eficiência na gestão econômica e financeira. O objetivo é mitigar os impactos econômicos nas concessões afetadas pela pandemia COVID-19.

Enquanto isso, os consumidores de energia da região não terão que pagar empréstimos feitos por distribuidoras quando estavam temporariamente sob controle do governo federal antes da privatização.

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Em 2018, o Brasil alocou seis usinas de energia controladas pela Eletrobras, quatro delas nos estados do Norte: Ceron (Energisa), Eletroacre (Energisa), Boa Vista Energia (Grupo Oliveira Energia ATEM) e Amazonas Distribuidora de Energia (Grupo Oliveira Energia ATEM) )

Angra 3

A última versão da MP 998 prevê a criação de uma taxa adicional para cobrir os custos relacionados ao contrato de comercialização de energia elétrica da usina nuclear de Angra 3.

Também especifica que a operação da usina nuclear deve ser realizada exclusivamente por uma empresa pública. Caso o projeto seja privatizado, uma nova concessão poderá ser outorgada.

Após a paralisação da construção na década de 1980, os negócios foram retomados em Angra 3 em 2008, mas pararam novamente em 2015, quando escândalos de corrupção foram expostos por meio da investigação Lava Jato. Segundo dados do governo federal, 67% das obras já foram concluídas. A Eletrobras planeja investir 12,8 bilhões de riais no projeto até 2025.

O texto aprovado também especifica a transferência para o Governo Federal da totalidade das ações das Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e da Nuclebrás Equipamentos Pesados ​​(Nuclep) hoje detidas pela iniciativa privada. As duas sociedades de economia mista serão convertidas em estatais vinculadas às minas e ao Ministério da Energia (MME).

A INB atua nos setores de mineração e urânio, enquanto a Nuclep desenvolve, fabrica e comercializa equipamentos pesados ​​para o setor de energia nuclear.

uma cobra

Na terça-feira, o Conselho Fiscal da Aneel decidiu adiar a aprovação do orçamento de 2021 do CDE depois que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, informou que a MP 998. O orçamento proposto para este ano é de 24 bilhões de riais, dos quais 19,8 bilhões são pagos por consumidores de energia elétrica.

BNamericas conversou com profissionais locais sobre os efeitos da MP 998:

Débora Yanasse, sócia do Tauil & Chequer Advogados

A aprovação da MP foi uma medida importante para reduzir o impacto das tarifas de energia em meio à crise da COVID-19.

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Outro ponto importante é reduzir os subsídios às fontes de energia estimulante. Isso irá corrigir a distorção do mercado, uma vez que os recentes desenvolvimentos tecnológicos reduziram drasticamente os custos dos projetos de energia renovável.

A MP também está definindo um novo modelo de licitação para capacidade de reserva. Apoiará a expansão da reserva e esses custos serão compartilhados por consumidores e geradores autônomos. Atualmente, o sistema de licitação de energia reserva é principalmente transportado por consumidores cativos.

Também permite o cancelamento de licitações de contratação de distribuidoras de energia que tenham sido contratadas acima do limite, além do limite regulamentar. Eles agora serão elegíveis para cancelar contratos com geradores de energia interessados.

Distrito Norte: A licitação anterior de privatização da instalação da Eletrobras significava que novos investidores poderiam solicitar um aumento extraordinário de preço após um determinado período de tempo, o que afetaria áreas extremamente pobres. De acordo com a versão final do MP, este ônus será coberto pelo RGR (Fundo de Reserva Global de Retorno Setorial).

Angra 3: O governo mudou o sistema operacional da fábrica para facilitar a participação de uma minoria de investidores privados no projeto. Sabe-se que empresas russas e chinesas estão prontas para aderir ao projeto.

Abeya Janome, presidente da Apiolica

A aprovação da MP 998 é uma importante conquista do setor elétrico brasileiro, não só pelo seu conteúdo, que é principalmente técnico, embora tenha sido amplamente discutido com os agentes, mas também pela velocidade de movimentação das minas e do Ministério de Energia desde o início da pandemia para evitar os enormes problemas do setor, principalmente para os consumidores.

Em relação à retirada de TUST e TUSD [transmission and distribution tariffs] Descontos [for renewable energy projects]A Abeeólica apelou à necessidade de o discutir desde 2019, por considerar que estes descontos foram reduzidos a todas as fontes em pé de igualdade, com um período de transição para o ajustamento do mercado, o que foi confirmado por esta MP. Acreditamos que os recursos renováveis ​​alcançaram um nível de competitividade que permite que os descontos sejam encerrados de forma segura e justa para o consumidor.

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Franceli Jodas, sócia da KPMG

A nova lei vai desonerar o consumidor ao retirar os subsídios das energias renováveis, que têm ganhado muito peso em nossa matriz elétrica.

A transferência de recursos de P&D para a CDE causou preocupação inicialmente, pois estamos em um período de transição energética, que exige investimentos maciços em inovação e novos modelos de negócios. Porém, as regras existentes da Aneel para investimentos em pesquisa e desenvolvimento precisam ser aprimoradas, pois estão muito atreladas aos incentivos às universidades, com poucos resultados práticos no mercado. Portanto, a decisão é útil enquanto as novas regras não foram definidas.

Angra 3: MP possibilita potencial privatização da Eletrobras ao garantir que todas as empresas nucleares estarão sob o guarda-chuva do MME. E a discussão sobre as taxas das usinas nucleares é importante porque os gastos de capital são altos, então as taxas de energia não podem ser muito baixas.

Contrato de capacidade sobressalente: abre caminho para a abertura do mercado. Tudo bem se quisermos aumentar a participação da energia solar e eólica na nossa matriz, mas temos que fazer um leilão de reserva de energia para medir o tamanho da reserva. [given the intermittence factor] E o uso de fontes renováveis. Hoje, estamos simplesmente usando uma termelétrica e pagando uma fortuna por ela.

Importante também foi a decisão de dispensar os distribuidores das potências do norte, que sofreram muito desde o início da epidemia.

Marina Idar, sócia da Vieira Rezende

A aprovação da MP mostra que o setor de energia elétrica não foi esquecido pelo governo mesmo em meio a um cenário político delicado e por ser um setor em constante modernização, de acordo com as tendências contemporâneas.

Com relação à retirada de subsídios de fontes de incentivo, o aspecto mais importante é o esclarecimento das regras.

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