Águas do Brasil planeja os próximos leilões de esgoto

A empresa brasileira de água e resíduos Saneamento Ambiental Águas do Brasil planeja expandir seus negócios com uma série de novas franquias que serão lançadas nos próximos trimestres.

Além do leilão previsto para dezembro do terceiro bloco do Programa de Franquias de Saneamento do Estado do Rio de Janeiro, a empresa também cogita participar de outros leilões, inclusive os que estão sendo realizados nos estados da Paraíba, Sergipe, Rio Grande do Norte e Acre.

Por meio de uma entrevista por e-mail, o presidente da empresa, Claudio Abducci, disse à BNamericas sobre os planos de negócios e também compartilhou sua visão sobre o que as eleições presidenciais e estaduais em outubro de 2022 podem significar para uma indústria que tem visto uma participação crescente do setor privado devido a uma grande mudança na regulamentação em o passado. em geral.

América: Quais são os planos de negócios e investimentos no Brasil para 2022?

Abdochi: Somos uma empresa forte e queremos crescer com responsabilidade.

O Grupo Águas do Brasil está presente em 15 municípios brasileiros, com 13 franqueados nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, atendendo a mais de 4 milhões de pessoas.

Colocamos isso entre os maiores grupos privados de saneamento básico do Brasil – somos uma empresa 100% nacional – com franquias maduras à medida que acompanhamos os movimentos do mercado, buscando oportunidades de aquisição de novas franquias.

Nosso plano de investimentos para os próximos anos visa generalizar a cobertura dos serviços de água e saneamento, bem como ampliar as iniciativas de inovação e os resultados do programa Água de Valor, reduzindo assim nossas perdas.

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América: Dada a enorme quantidade de franquias de saneamento que serão oferecidas no Brasil nos próximos meses, por quais franquias você estaria interessado em competir?

Abdochi: Estamos estudando projetos viáveis ​​e rentáveis, incluindo concessões em Porto Alegre, dois blocos em Alagoas e o último bloco da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos) no Rio de Janeiro, que será reformado. Os projetos estão previstos para este ano, mas outros estão em desenvolvimento, nos estados da Paraíba, Sergipe, Rio Grande do Norte e Acre.

Como nossa alavancagem é baixa e temos dinheiro para crescer, buscamos um portfólio mais eficiente.

América: Você vê espaço para a entrada de novos players no setor de saneamento no Brasil ou a disputa por novas franquias será entre empresas já existentes?

Abdochi: Este é um momento importante para a expansão do saneamento no país, desde a implantação do novo [regulatory] O marco traz mais segurança jurídica para as empresas privadas investirem no setor, com grandes projetos no horizonte.

É o que vemos nos leilões recentes, com ótimas tarifas e forte demanda. Mas mesmo assim, acho que a tendência é consolidar as empresas que já estão no mercado, com a entrada de potenciais sócios e investidores estrangeiros, que encontram mais segurança junto com empresas que já estão familiarizadas com as operações de saneamento.

As franquias mais recentes não exigem mais experiência no setor [from bidders], mas não vimos nenhum grupo novo entrar nele.

América: Você tem planos de abrir o capital?

Abdochi: Como mencionei, a empresa está em boa saúde financeira, com baixa alavancagem e resultados consistentes para os acionistas. Não há movimento nesse sentido no momento, mas os acionistas estão atentos às oportunidades de mercado, às novas parcerias para os projetos relacionados e ao crescimento da empresa.

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América: Em 2022, o Brasil provavelmente testemunhará um processo eleitoral altamente polarizado. Em caso de mudanças departamentais nas esferas federal e estadual, você vê os riscos de mudanças regulatórias para o setor ou de novos poderes menos favoráveis ​​às franquias?

Abdochi: Dentro da infraestrutura brasileira, o setor de saneamento é o menos desenvolvido porque requer altos investimentos, o que se mostrou inviável para o setor público. Até a implantação da nova estrutura de saneamento, o mercado era muito incerto para empresas privadas que queriam investir no Brasil, apesar das grandes oportunidades de geração de receita.

Esse cenário está mudando e desde o ano passado, quando a nova legislação entrou em vigor, já é possível ver o potencial de investimentos, o que fortalecerá o setor de infraestrutura do país. Seria possível, por exemplo, coletar águas residuais para mais de 100 milhões de pessoas que hoje vivem em locais onde não existe esse serviço e cerca de 40 milhões de pessoas que não têm acesso a sistemas de água.

Estamos falando de um processo muito importante para tirar milhares de brasileiros de uma situação precária que contribui para a disseminação de doenças, o que também acarreta gastos públicos altíssimos com saúde. Em minha opinião, qualquer administração deve avaliar cuidadosamente esse cenário antes de fazer mudanças que levem à redução dos investimentos.

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