Siderúrgicas interromperam a produção no Sul do Brasil devido a enchentes, tentando medir perdas nos negócios

A Gerdau disse que a paralisação de sua produção na região não afetará a entrega dos produtos, mas ainda não há prazo para o retorno às unidades desta empresa.

A ArcelorMittal disse que as negociações com clientes da região já foram afetadas pelo fechamento de estradas. A empresa também relatou inundações em um de seus centros de distribuição e disse que outras unidades estavam isoladas na área.

A Usiminas e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) não souberam estimar a extensão da perda, nem se a água estava invadindo os armazéns ou quanto tempo duraria a paralisação.

As chuvas começaram na região Sul do país no dia 27 de abril e ganharam força no dia 29 de abril, causando inundações em diversas áreas do Rio Grande do Sul. Do lado agrícola, o estado é considerado um grande produtor de grãos e cereais, e no que diz respeito ao setor siderúrgico, é uma importante região de distribuição e importação.

Confrontado com fortes chuvas e inundações crescentes, o governo declarou estado de calamidade geral em 2 de abril. A brasileira Gerdão foi a primeira siderúrgica local a anunciar a suspensão das obras.

No fim de semana, a empresa suspendeu a produção nas unidades Charqueadas e Riogranense, ambas localizadas no Rio Grande do Sul, com o objetivo de garantir a segurança dos colaboradores em meio às fortes chuvas que causaram enchentes e mortes na região.

“A Gerdau confirma que a suspensão das atividades não afetará as entregas aos clientes e que nenhuma das unidades foi afetada pelos temporais”, afirmou a empresa em comunicado por escrito nesta segunda-feira, 6 de maio. A empresa disse que as operações serão retomadas no estado quando as condições forem consideradas seguras.

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A Riograndense produz vergalhões, barras comerciais, fio-máquina, trefilados e pregos, com capacidade de produção de 450 mil toneladas anuais de aço bruto e 492 mil toneladas anuais de produtos laminados. A unidade Charqueadas opera vergalhões, perfis e fio-máquina com capacidade de produção de 430 mil toneladas anuais de aço bruto e 730 mil toneladas anuais de aço laminado.

A pedido da Fastmarkets, as outras três maiores produtoras de aço do país, ArcelorMittal, CSN e Usiminas, divulgaram dados para atualizar o status de suas operações no Sul do Brasil.

O comunicado da ArcelorMittal informa que seu Centro Logístico Canwas, localizado na zona urbana da capital Porto Alegre, foi diretamente afetado pelas enchentes. O mesmo aconteceu com o parceiro de negócios da empresa na região, DBM Cofercan.

“As demais unidades localizadas na área mais afetada – Distribuidora Belgo Avancedo (DBA) em Porto Alegre, Casillas do Sul, Santa Maria e Pelotas – não tiveram suas estruturas expostas, mas estão isoladas”, afirma o comunicado. “O Distribuidor Belgo Avançado (DBA) em Igüe e Paso Fundo não foi afetado.”

Contudo, ainda não é possível estimar os volumes de aço afetados por unidade.

Com a maioria das estradas da região fechadas, um comunicado da ArcelorMittal disse que era difícil transportar materiais das unidades.

“Isso afeta o volume de negócios realizados na região”, afirma o comunicado da empresa.

Um trader baseado no Brasil enfatizou que embora seja difícil medir a extensão da crise, os efeitos nas vendas devem ser esperados.

“A realidade é que as estradas estão completamente inundadas e mesmo que o porto da zona estivesse a funcionar não havia forma de transportar os produtos, pelo que qualquer negociação na zona deveria ter parado”, disse o comerciante.

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A Usiminas interrompeu as operações de sua unidade de Porto Alegre, que produz 79 mil toneladas anuais de tubos soldados. Mas ainda não há informações sobre o impacto disso nas vendas da empresa e se a paralisação afetará a entrega do material.

O comunicado da CSN afirma que todas as suas ações passaram a ser focadas na segurança e no apoio aos moradores, e que a empresa poderá comentar outros assuntos “oportunamente”, sem detalhar questões relacionadas à produção ou distribuição de aço na região.

As quatro empresas manifestaram a sua solidariedade aos colaboradores afectados pela tragédia e afirmaram que dariam prioridade à segurança dos trabalhadores afectados, bem como dos residentes da zona.

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