Negócios da Telefonica no Brasil garantiram um acordo de fibra óptica com a CDPQ

O modelo relativamente novo de co-investimento e atacado da Telefónica, que a gigante espanhola revelou no final de 2019 como parte de uma grande reformulação organizacional e estratégica, foi lançado no Brasil com todas as armas em chamas.

Vivo, a operadora brasileira de telefonia móvel e fixa, Telefnica, celebrou um acordo com a canadense Caisse de dpt et placement du Qubec (CDPQ), um grupo de investimento global, para construir, desenvolver e operar um “atacado de fibra óptica neutro e independente rede no Brasil “.

A nova empresa, batizada de FiBrasil, presumindo-se que tenha obtido todas as aprovações regulatórias necessárias e com chegada prevista para o próximo trimestre, adotará um “modelo de governança compartilhada” que inclui o Grupo Telefônica e o CDPQ. Ambos receberão 50% de participação.

A Telefónica é compartilhada 50% da FiBrasil por meio da Telefnica Brasil (também conhecida como “Vivo”) e da Telefnica Infra, o braço de infraestrutura do Grupo Telefônica. Cada um deles receberá uma participação de 25%.

CDPQ? QED

Christian Jebara, CEO da Telefnica Brasil, indicou há alguns meses que a Vivo estava procurando uma “cadeia de investidores” em uma discutida empresa de infraestrutura que inclui a operadora e a Telefnica Infra. No entanto, CDPQ parece ter marcado todas as caixas, eliminando a necessidade de procurar mais.

A declaração oficial sobre a colaboração falou com entusiasmo sobre a “experiência de investimento em infraestrutura” da CDPQ e como ela complementará a experiência da Telefónica na implantação de fibra ótica para residências e empresas.

Além disso, a FiBrasil visa reduzir a exposição financeira da editora de fibra Telefônica. A CDPQ está investindo até R $ 1,8 bilhão ($ 321 milhões) na joint venture, incluindo pagamentos primários e secundários. As contribuições de capital previstas do grupo de investimento foram calculadas, além da nova (embora não especificada) dívida levantada no Brasil, para fornecer um “plano de negócios totalmente financiado para cumprir os objetivos de implantação da empresa”.

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Passou pelo Brasil levando a mais casas

Começando com uma carteira de 1,6 milhão de residências que já passaram, com aporte da Telefónica Brasil, a FiBrasil pretende expandir sua rede para cerca de 5,5 milhões de residências que já passaram em quatro anos.

A oferta inicial de “Cidades de médio porte selecionadas” foi identificada em todo o Brasil, fora do estado de São Paulo, e para fornecer acesso FTTH em massa a todos os provedores de serviços de telecomunicações.


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O CEO Gebara disse: “A Vivo será o principal locatário da FiBrasil, permitindo que ela otimize o tempo de chegada ao mercado e, ao mesmo tempo, um uso mais eficiente dos fundos”. Ele acrescentou que a fibra seria um “grande impulsionador” para o crescimento futuro da Vivo no segmento de primeira linha, já que a FiBrasil fornece uma plataforma para expandir a cobertura para cidades verdes.

Olhando para o quadro geral, incluindo uma oferta de FTTH fora da jurisdição da FiBrasil, a Gebara pretende ultrapassar pelo menos 24 milhões de residências até o final de 2024.

Entre os outros mercados em que o Grupo Telefônica está avançando com modelos semelhantes de co-investimento em fibras de terceiros, estão Chile, Alemanha e Peru.

Ken Welland, editor associado, Light Reading

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