Greve de trabalhadores devido a demissões – The Portugal News

Depois de uma reunião com a direcção do Santander Totta, onde organizações dizem que o banco é “irredutível” à expulsão de 210 pessoas, os sindicatos decidiram avançar com uma greve, que vai abranger também o BCP.

No mesmo memorando, o MAES, SBN – Sindicato dos Trabalhadores do Setor Financeiro, Sindicato dos Bancos Centrais (afiliado à UGT), Synaf (afiliado à CGTP), Federação Nacional de Funcionários e Técnicos Bancários e Federação Bancária Independente (independente) referiram que “à luz de a posição que assumiram hoje A direcção do Banco Santander Totta (BST) em relação ao despedimento em massa, os seis sindicatos dos trabalhadores do banco decidiram convocar uma greve simultânea em ambos os bancos. ”

Esta paralisação depende também da solidariedade do STEC – sindicato dos trabalhadores do grupo de empresas CGD, de acordo com as estruturas sindicais.

“A partir de agora, a lei determina que as comissões trabalhistas estão legalmente habilitadas para participar da atual fase do processo, e todas as dúvidas devem ser dirigidas a elas”, diz o comunicado.

Ressaltaram, no entanto, que “os sindicatos estão prontos para intervir, então se o processo for adiante”, acrescentaram que “os associados devem encaminhar todas as fórmulas encaminhadas à Confederação para os respectivos departamentos jurídicos, para que lhes seja apresentado o essencial elementos de conhecimento completo do processo. “

“Estes sindicatos convidam todos os trabalhadores do BST e do BCP a participarem na greve que vai realizar na respectiva empresa. Esse é um motivo que interessa a todos os banqueiros. Não afeta apenas alguns de nós. Concluíram que era hora dos bancários fazerem-se ouvir na defesa implacável de seus direitos e empregos.

O Santander Tota quer a saída de 685 trabalhadores. A fonte oficial do banco disse à Lusa na semana passada que já tinha sido acordado sair com mais de 400 trabalhadores (reforma antecipada e rescisão por mútuo acordo). Foram 230 funcionários com os quais não se chegou a acordo, pelo que poderiam ser cobertos pelo despedimento, mas o número não é definitivo porque o processo ainda não foi encerrado.

Por outro lado, o banco central chinês anunciou, na semana passada, que vai proceder ao despedimento em massa de 62 trabalhadores, de acordo com uma carta do CEO aos funcionários do banco, a que a Lusa teve acesso.

Quanto às outras saídas, o banco fechou um acordo com cerca de 700 trabalhadores para que saiam por mútuo acordo, aposentadoria antecipada e pré-aposentadoria.

Os sindicatos acusaram os bancos de supressão laboral e extorsão dos trabalhadores, argumentando que os obrigavam a sair por rescisão do contrato de trabalho (sem receber subsídio de desemprego) ou por reforma antecipada. Acrescentam que se trata de lucros elevados.

O BCP obteve um lucro de 12,3 milhões de euros no primeiro semestre (84% inferior ao de igual período de 2020) e o lucro do Santander Tota menos 81,4 milhões de euros (52,9%).

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