Colômbia espera que colheita de café fique estagnada em 2022 – MercoPress

Colômbia espera colheita de café estagnada em 2022

Quarta-feira, 3 de agosto de 2022 – 21:32 UTC


Velez disse que a Colômbia está preparada para preços mais baixos causados ​​pela recuperação da produção brasileira

A produção de café da Colômbia para 2022 chegará a 12 milhões de sacas, cada uma pesando 60 quilos, segundo o diretor da Federação Nacional dos Cafeicultores (FNC), Roberto Velez.

“Ótima notícia para os produtores de café, mas quando vemos 12 milhões de sacas e nos alegramos, lembramos que há pouco tempo tínhamos 14 e 14,5 milhões de sacas de produção anual”, disse um porta-voz do sindicato de mais de 500 mil famílias.

A queda do PIB está relacionada a fatores climáticos que afetam diretamente a cafeicultura. “A quantidade de chuva que caiu a cada mês nos últimos 26 meses é maior do que tradicionalmente cai”, disse Velez.

Ele destacou que a falta de luz solar afeta esse tipo de cultivo, que precisa de calor para acelerar o processo de amadurecimento dos grãos.

Velez também explicou que os arbustos precisam de um certo “estresse hídrico” para atingir sua “expressão plena em termos de produção”. A chuva permanente altera o desenvolvimento normal do grão de café.

Outro problema enfrentado pela indústria é o aumento dos preços dos fertilizantes globalmente, afetando a produção de alimentos em todo o mundo desde o início da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, dois dos maiores fornecedores de uréia no mercado colombiano.

“O preço do gás, que é a matéria-prima da uréia, atingiu seu pico e não vemos que haverá um movimento de queda no preço dessa matéria-prima, então o preço da uréia em si não precisa cair ”, argumentou Velez em uma entrevista publicada na terça-feira.

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Sobre fertilizantes, Velez disse que seu sindicato já tomou as primeiras abordagens com o novo governo Gustavo Petro para aumentar a produção doméstica de fertilizantes para reduzir a dependência da Colômbia de importações da Europa, Estados Unidos e Ásia.

Enquanto isso, os produtores brasileiros de café esperam que a safra deste ano seja grande, provocando temores de preços mais baixos devido à oferta abundante.

Velez também observou que “teremos que esperar até agosto passar e setembro e outubro, época de floração, chegar, para entender qual poderá ser a safra do próximo ano no Brasil”.

Ele também reconheceu que os preços globais dos grãos de café nos últimos quatro anos permitiram que os agricultores locais superassem os problemas econômicos que vinham enfrentando há anos. Esse efeito, aliado à desvalorização do peso colombiano em relação ao dólar, melhorou os preços das safras.

Velez disse que a Colômbia está preparada para preços mais baixos como resultado da recuperação da produção brasileira.

Quando o “crash dos preços chegar”, os produtores de café colombianos estarão fortes o suficiente para não baixar seus preços de venda. Ele também esperava que o café colombiano fosse mais alto que o preço internacional.

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