Caros homens brancos – Greenpeace International

Você pode ler essa história em português no site do Greenpeace Brasil.

Sônia Guajajara no acampamento Terra Livre dos Povos Indígenas 2019 no Brasil © Christian Braga / MNI

O mundo está testemunhando a fragilidade da vida diante de acontecimentos inesperados impostos pela natureza. A pandemia COVID-19 de 2020, entre as muitas lições dolorosas que fomos obrigados a aprender, levanta um novo alerta para a humanidade: devemos nos preocupar com a Mãe Terra. E não há mais nada pelo que esperar. O ponto sem volta é verdadeiro e chegamos perto dele. A destruição da biodiversidade pode trazer novas epidemias para o primeiro plano. Os povos indígenas vêm alertando sobre isso há muito tempo. Como povos indígenas, sabemos que a vida humana não pode existir isolada de outras formas de vida que a natureza abriga. Insistir em modelos econômicos predatórios para o planeta é arriscar que nenhum de nós esteja aqui amanhã.

Desde que foi conquistada pelos portugueses e todos os subsequentes conflitos coloniais europeus sobre nossas terras no Brasil, os povos indígenas aprenderam a se comunicar com o mundo dos homens brancos. Tínhamos que entender como funcionavam sua maneira de pensar, sua linguagem e suas leis. E aprendemos que a palavra escrita deve ser usada para lutar por nossos direitos. No sistema de justiça dos homens brancos, lutamos pela implementação da Constituição Federal Brasileira, que protege os direitos indígenas em consonância com os direitos sociais e ambientais. É possível viver em comunhão com cada ser que vive nesta terra. Portanto, para mais uma vez defender a vida e a natureza, o termo Povos Indígenas do Brasil (APIB) foi ao Supremo Tribunal Federal do Brasil lutar pela proteção da Amazônia brasileira.

Construímos o caso com Artigo 19E a Conectas de direitos humanosConselho Nacional de População Extrativista (CNS), ligado, Greenpeace Brasil, Instituto AlanaE a Instituto Socioambiental (ele é), Observatório do Clima, E as Terrazul Alternative Association. Para dar suporte e aplicá-lo, em função das exigências da legislação brasileira para acesso ao STF, os partidos políticos PSB, Rede, PDT, PV, PT Psol e PCdoB permitiram a instauração do processo. Essa é uma forma de pedir ao Tribunal Constitucional que obrigue o Estado brasileiro a cumprir seu papel legal e constitucional: a defesa do meio ambiente no Brasil.

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Pedimos o óbvio: eles cuidam da nossa casa – árvores, florestas e água. Lá está nossa casa, bem como a casa de nossos ancestrais. Existe o habitat dos animais e de nossas almas. Aí vive a imensidão da vida que garante que esta terra seja habitada. Os povos indígenas sempre lutaram pelo direito de existir. É hora de os brancos entenderem que também precisam fazer parte da solução para que haja o amanhã.

Sônia Guajajara é Líder Indígena Brasileira e Coordenadora Executiva da APIB (Expressão dos Povos Indígenas no Brasil).

Saiba mais sobre o processo de litígio climático contra o governo brasileiro aqui.

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