Banco Central do Brasil eleva previsão de expansão para 2024 para 2,09%

Banco Central do Brasil eleva expectativa de expansão para 2024 para 2,09%

Segunda-feira, 13 de maio de 2024 – 19h38 UTC


A previsão para 2024 enquadra-se no intervalo da meta de inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) do Banco Central Europeu de 3% (+- 1,5 pontos percentuais).

De acordo com a última edição do boletim Focus divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central do Brasil (BCB), a economia do maior país da América do Sul crescerá 2,09% este ano, o que representa uma melhora em relação à previsão anterior de 2,05%, segundo o relatório brasileiro. agência de notícias informou. O estudo também esperava que a taxa de inflação anual chegasse a 3,76%.

Para 2025, o PIB (Produto Interno Bruto – soma dos bens e serviços produzidos em um país) do Brasil deverá crescer 2%. Para 2026 e 2027, o mercado financeiro também espera que o PIB cresça 2% ao ano. Em 2023, a economia brasileira cresceu 2,9%, segundo dados do Instituto de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2022, a taxa de crescimento atingiu 3%.

A taxa de câmbio entre o real local (R$) e o dólar norte-americano (US$) deverá atingir R$ 5/$1 até o final de 2024 e R$ 5,05 no ano seguinte.

Fox também acredita que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerada a inflação oficial do país – subiu em 2024 de 3,72% para 3,76%. Para 2025, as expectativas de inflação são de 3,66%. Para 2026 e 2027, a previsão é de 3,5% ao ano.

A previsão para 2024 enquadra-se no intervalo da meta de inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) do Banco Central Europeu de 3% (+- 1,5 pontos percentuais).

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No mês passado, impulsionada principalmente pelos alimentos e cuidados de saúde, a inflação foi de 0,38%, um aumento acentuado face aos 0,16% de Março, mas inferior ao de Abril do ano passado (0,61%). Segundo o IBGE, o IPCA acumulou 3,69% na comparação anual.

Para atingir a meta de inflação, a principal ferramenta do Banco Central é a taxa básica de juros, Selec, fixada pelo Comitê de Política Monetária (COPOM) em 10,5% ao ano. A recente subida do preço do dólar e o aumento da incerteza levaram o banco central a abrandar o ritmo de redução das taxas de juro, que tinha sido de 0,5 pontos percentuais, para 0,25 pontos.

De março de 2021 a agosto de 2022, a Cobom elevou o valor da Selec 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monetário que começou em meio ao aumento dos preços dos alimentos, energia e combustíveis. Entre agosto de 2022 e agosto de 2023, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano, sete vezes seguidas. Com os preços sob controle, o Banco Central do Brasil começou a reduzir a taxa de juros Selic.

Antes do início do ciclo de alta, a Selec caía para 2% ao ano, o menor nível da série histórica iniciada em 1986.

Devido à recessão económica causada pela pandemia da Covid-19, o banco central baixou a taxa de juro para estimular a produção e o consumo. A taxa permaneceu no nível mais baixo da história de agosto de 2020 a março de 2021.

Segundo fontes do mercado financeiro citadas pela Agência Brasil, a taxa de juro Selec deverá atingir 9,75% no final deste ano e cair para 9% em 2025 e 2026, caindo novamente para 8,63% em 2027.

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Quando o Comité de Política Monetária (COPOM) aumenta a taxa diretora, procura conter a procura aquecida, o que tem impacto nos preços porque taxas de juro mais elevadas tornam o crédito mais caro e incentivam a poupança. Mas além da taxa Selic, os bancos levam em conta outros fatores na determinação dos juros que cobram dos consumidores, como risco de inadimplência, lucros e despesas administrativas. Portanto, taxas elevadas também podem dificultar a expansão da economia.

Se o coboom reduzir o preço da Selic, o crédito fica mais barato, incentivando a produção e o consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

(Fonte: Agência Brasil)

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