A rede elétrica do Brasil não está preparada para as mudanças climáticas

O Brasil viu Oito ondas de calor Em 2023, segundo o Instituto Meteorológico Nacional (Inmet).

Uma pequena cidade no estado de Minas Gerais registrou recentemente a temperatura mais alta de todos os tempos no Brasil, enquanto vários municípios do país registraram máximos históricos em novembro.

Com os brasileiros ligando aparelhos de ar condicionado, ventiladores e desumidificadores para combater o calor, a demanda de eletricidade do país disparou – especialmente no início da tarde, quando as temperaturas estão mais altas.

14 de novembro no Brasil Quebrando o recorde de demanda de energia elétrica pelo segundo dia consecutivo: Mais de 100 mil megawatts às 14h20. “A onda de calor que afetou grande parte do Brasil teve um impacto direto na demanda por eletricidade”, disse um comunicado da agência federal ONS, que administra a rede elétrica nacional do Brasil.

No dia anterior, moradores de vários bairros nobres de São Paulo, a cidade mais populosa do Brasil, relataram cortes de energia (embora breves). As autoridades municipais culparam a sobrecarga do sistema. A empresa privada Enel, fornecedora de eletricidade de São Paulo, disse que a demanda em algumas áreas aumentou 36 por cento em relação à semana anterior.

MetSul, empresa de monitoramento meteorológico, Ele alertou sobre mais cortes de energia Isso poderá acontecer no Sudeste – centro financeiro do Brasil – e no Centro-Oeste – centros nervosos do setor do agronegócio do país. A MetSul propôs apagões contínuos em certas áreas para evitar grandes cortes de energia.

Na altura da procura recorde, aproximadamente 60 por cento da electricidade era fornecida por barragens hidroeléctricas e aproximadamente 20 por cento por centrais de energia solar.

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Como a procura ainda é elevada à noite, quando os painéis solares param de extrair energia, o sistema deve ser suficientemente flexível para acomodar outras fontes. Alexander Zuccarato, Diretor de Planejamento do Escritório de Estatísticas Nacionais ele disse em uma entrevista recente Atender à demanda no início da noite é “cada vez mais desafiador” a cada dia, disse ele.

Ao contrário da maioria das cidades dos Estados Unidos ou da Europa, a quantidade de luz solar na maioria das cidades brasileiras varia pouco ao longo do ano. Nova York, por exemplo, recebe menos de cinco horas de sol em dezembro, enquanto São Paulo recebe mais de dez horas e meia de sol…

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