A privatização da Eletrobras brasileira está atraindo novos investidores, incluindo fundos de Cingapura e Canadá

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São Paulo – A empresa elétrica estatal brasileira Eletrobras deve arrecadar cerca de US$ 6 bilhões ao oferecer ações com dinheiro de infraestrutura do Canadá e de Cingapura entre os licitantes, segundo duas pessoas a par do assunto.

Raramente visto em licitações subsequentes, o Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB) e o Singapore Investment Board, disseram fontes, tornaram-se acionistas relevantes da Centrais Elétricas Brasileiras SA, como a Eletrobras é oficialmente conhecida, após a oferta.

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A oferta de ações que resultará na privatização da Eletrobras, a maior concessionária da América Latina, com participação do país encolhendo para cerca de 45%, deve ser precificada na quinta-feira. Será uma das maiores ofertas de ações do mundo este ano, após o IPO de US$ 10,7 bilhões da LG Energy Solution Ltd da Coréia do Sul e cerca de US$ 6,08 bilhões levantados pela Dubai Electricity and Water Authority.

As fontes disseram que o GIC seria um dos pilares da oferta de ações, juntamente com investidores tradicionais de ações, como as gestoras de ativos brasileiras SPX Capital e Truext.

As fontes disseram que GIC e CPPIB devem colaborar com a gestora de ativos 3G Radar, agora o maior acionista privado da Eletrobras com 11% de participação, para desenhar uma estratégia pós-privatização.

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GIC, CPPIB e GIC’s 3G Radar são investidores que geralmente controlam empresas. Uma fonte disse que a 3G Radar, que é acionista da Eletrobras há mais de cinco anos, está procurando executivos para ingressar na Eletrobras após a privatização.

Uma parte dos 1,5 bilhão de riais da 3G Radar (US$ 306 milhões) de ativos sob gestão vem de sócios da 3G Capital e acionistas controladores da cervejaria AB Inbev e fabricante de alimentos Kraft Heinz. Alex Behring, CEO da 3G Capital, assume um assento no Conselho de Administração do 3G Radar.

A CPPIB se recusou a comentar sobre “especulação do mercado”.

3G Radar, 3G Capital e GIC não responderam aos pedidos de comentários.

Outros grandes investidores brasileiros estudaram a oferta, mas decidiram recusá-la, incluindo a holding Itausa SA e o conglomerado industrial Votorantim SA, segundo uma das fontes. A Etosa e a Votorantem não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

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Os investidores tiveram que considerar as ameaças de reverter a privatização da Eletrobras de assessores do principal candidato presidencial do Brasil nas eleições de outubro, o ex-presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva.

À medida que os investidores debatem a estratégia futura da Eletrobras, eles precisam considerar a estrutura para a governança da privatização. Os novos regulamentos incluem pílulas tóxicas que exigem uma licitação cara se um investidor ou grupo de investidores possuir mais de 50% do capital votante.

No entanto, há amplo consenso entre os maiores investidores e analistas, embora as estruturas consolidadas das maiores subsidiárias da Eletrobras tragam economia de custos quase imediata e relevante, mas outros detalhes da estratégia futura ainda não foram determinados.

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A demanda parece forte para a oferta de ações desta quinta-feira, que será administrada pelas unidades de banco de investimento do BTG Pactual, Bank of America, Goldman Sachs, Itaú Unibanco Holding SA, XP Investimentos, Banco Bradesco, Caixa Econômica Federal, Citigroup, Credit Suisse, JPMorgan, Morgan Stanley e Zero.

($1 = 4,9044 riais) (Reportagem de Tatiana Bautzer; Edição de Christian Plumb e Thomas Janowski)

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