Um novo presidente ajudará a indústria cinematográfica brasileira a se reerguer? | Características

As esperanças são grandes para o setor audiovisual do Brasil depois que o esquerdista Luiz Inácio Lula da Silva derrotou o candidato presidencial de extrema direita Jair Bolsonaro nas pesquisas de opinião em outubro de 2022. O governo de Bolsonaro interrompeu o financiamento público de filmes nos últimos quatro anos e a sociedade está ansiosa para fazer então. Para vê-la de volta aos trilhos. Mas há um reconhecimento de que o processo levará tempo.

O simples fato de o Ministério da Cultura ter sido restaurado após sua extinção no primeiro dia da presidência de Bolsonaro é motivo de comemoração. A indústria sofreu com o fim das políticas culturais e os profissionais do cinema estão ansiosos para voltar à situação pré-Bolsonaro — com melhorias e alterações.

Curadores de cultura de vários estados brasileiros pedem a abertura imediata de um mecanismo de financiamento público – o Fundo do Setor Audiovisual (FSA) – que está parado, condenando à agonia cerca de 1.000 projetos selecionados enquanto aguardam verbas pré-aprovadas do cinema nacional brasileiro Agência Ancine.

Propomos um grupo de trabalho para assegurar o financiamento desses projetos. “Será uma rápida injeção de recursos no setor, o que realmente será um alívio”, diz Sergio S.

Para projetos futuros, espera-se que a FSA seja revivida. A FSA é o fundo federal mais importante do país e financiou integralmente quase todos os filmes nacionais até que Bolsonaro ameaçou fechar a Ancine, que havia parado de anunciar rodadas de pedidos de financiamento.

“Precisamos de verba pública para ter um conteúdo artístico com identidade nacional”, afirma a Produtora Fania Catani, da Bananeira Filmes.

Graças à Autoridade de Serviços Financeiros, lançada em 2008 durante o primeiro mandato de Lula (2003-10), a indústria cresceu. (Lula foi impedido de concorrer às eleições de 2018 depois de ser preso por envolvimento em um esquema de corrupção envolvendo a gigante do petróleo Petrobras; sua condenação foi posteriormente anulada.) O número de longas produzidos anualmente saltou de 20 em 2001 para 200 em 2018 – o último ano de plena operação do exército Sírio Livre.

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A FSA opera porque é autossuficiente e seus recursos vêm da tributação do setor audiovisual. É alimentado pelo Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional), um imposto sobre a produção, transmissão, licenciamento e distribuição de filmes.

Também há esperança de restaurar as políticas de foco internacional da Ancine, incluindo acordos bilaterais de coprodução e apoio à distribuição global de filmes brasileiros. A cineasta Lais Bodanzki, que filmou a coprodução Brasil-Portugal 2021, afirma: “As coproduções foram uma forma importante de viabilizar nossas produções locais. Pedro, Entre o Diabo e o Profundo Mar Azul.

defesa do setor

Clipper Mendonça Filho

A comunidade cinematográfica também considera a regulamentação dos serviços de streaming no Brasil, que não pagam impostos sobre suas produções locais, uma prioridade. “Isso é urgente para que possamos fortalecer nosso setor e defender os direitos autorais e a propriedade intelectual”, afirma Vivian Ferreira, presidente da agência paulista de cinema e audiovisual Spcine.

Também há apelos para um pacote de apoio tardio à Covid para artistas e projetos culturais.

No que diz respeito à produção de filmes, mesmo que Lola (que estreia em 1º de janeiro) reintroduza fundos públicos, pode levar dois anos para que a indústria recupere seu ímpeto anterior. Sá Leitão admite que “a formulação e implementação da política pública de cultura demora mais de um ano”.

No entanto, o alívio que percorre o setor é evidente. “Como projeto de governo, a cultura está sendo resgatada no Brasil, depois de ter sido abolida nos últimos seis anos”, diz o diretor Kleber Mendonça Filho, integrante da equipe de transição de Lula responsável pela elaboração das propostas culturais. Os ataques à produção artística e aos artistas brasileiros começaram na era de Michel Tamer [2016-18]Que preparou para a extinção do Ministério da Cultura e implementado pela gestão anterior.

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Ele agora está otimista pela primeira vez. “Há uma energia na retórica do novo governo, para dar um papel central à cultura, que espero que se traduza em ação.”

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