Pagamentos pessoais do WhatsApp estão de volta ao Brasil

O WhatsApp relançou um recurso no Brasil que permite que os usuários enviem dinheiro uns para os outros depois que uma tentativa inicial foi bloqueada pelos reguladores, e agora está pressionando para lançar pagamentos comerciais no mercado também.

O aplicativo de mensagens do Facebook disse na terça-feira que vai devolver as transferências de pessoa para pessoa gratuitamente no país sul-americano, seu segundo maior mercado com 120 milhões de usuários, em busca de planos para oferecer pagamentos a empresas no país. .

A maior economia da América Latina inicialmente hospedou seu primeiro WhatsApp nacional para pagamentos P2P em junho passado. No entanto, o serviço foi encerrado abruptamente uma semana depois de sua estreia, quando o banco central do Brasil pediu à Visa e à Mastercard que parassem de processar pagamentos por meio do aplicativo, citando preocupações sobre concorrência, eficiência e privacidade de dados.

O órgão regulador antitruste do país também suspendeu a parceria do WhatsApp com a Cielo, a processadora da transação, devido a preocupações com a concentração de mercado.

Na época, o WhatsApp disse acreditar que as autoridades temem que o serviço possa competir com o Pix, o serviço de pagamentos instantâneos do banco central que é gratuito para indivíduos e foi lançado no final do ano.

O reinício ocorre depois que o banco central do Brasil concedeu recentemente uma licença para pagamentos P2P a uma afiliada local do Facebook para fins da plataforma WhatsApp. Agora incluirá oito bancos, incluindo o maior credor privado do país, o Itaú, em comparação com apenas três bancos na primeira rodada.

Após a reinicialização, o serviço de pagamento P2P estará inicialmente disponível no Rio de Janeiro e em São Paulo, para pessoas que possuem cartões de débito ou pré-pagos ou empacotados – que combinam funções de débito e crédito – de um dos oito bancos sob as bandeiras Visa e Mastercard, mas não cartões. Crédito.

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“Isso faz parte da nossa missão de permitir que todos enviem dinheiro com a mesma facilidade com que enviar uma mensagem e acessar o sistema financeiro global na economia digital”, disse Matt Idema, diretor de operações do WhatsApp.

No que seria o primeiro para a empresa de tecnologia, ela disse que também está em negociações com o banco central do Brasil para expandir o serviço para possibilitar o repasse de dinheiro às empresas. A mudança ocorre no momento em que o WhatsApp intensifica seus esforços para oferecer mais compras online para seus aplicativos durante a pandemia do coronavírus.

O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, disse que facilitar o comércio eletrônico permitirá que a plataforma capitalize em novos fluxos de receita e colete dados para aumentar o valor de seus anúncios existentes. No entanto, a corrida para o e-commerce já aumentou as preocupações com a privacidade no WhatsApp, depois que o aplicativo introduziu novos termos de serviço afirmando que compartilhará mais dados com a controladora, levantando preocupações entre muitos de seus usuários.

No final do ano passado, o WhatsApp garantiu a aprovação para seu primeiro lançamento de serviço de pagamento completo na Índia, seu maior mercado, após longos atrasos. O WhatsApp também está pressionando para lançar o serviço no México e na Indonésia.

A segunda mudança da marca do Vale do Silício coincide com os pagamentos no Brasil, onde os principais bancos normalmente cobram taxas de transferência e cheque, com o aumento da concorrência de empresas de fintech que oferecem serviços digitais gratuitos ou de baixo custo.

O recurso administrado pela Cielo será executado no Facebook Pay, serviço semelhante na plataforma de mídia social. É necessário um número de telefone brasileiro e apenas transações dentro do país e em moeda local são permitidas. Uma pessoa pode enviar até R $ 1.000 ($ 183) por transferência e receber 20 transações por dia, até o máximo de R $ 5.000 por mês.

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“70 por cento dos brasileiros que têm conta em banco poderão usá-lo [our] O serviço e vamos adicionar mais bancos no futuro ”, disse Idema.

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