O escândalo das “vacinas aéreas” no Brasil

Neste final de semana, foi exposto o escândalo da vacinação falsa de idosos contra a Covid-19 no Brasil. Três vídeos gravados por familiares de idosos que deveriam receber vacinas em diferentes cidades do país mostram claramente o engano.

Teme-se que esses vídeos sejam a ponta do iceberg e que a prática se espalhe pelo país para desviar doses que não estão sendo usadas com esses idosos. A possibilidade dessa ou de qualquer outra irregularidade já está sendo investigada por profissionais de saúde por Polícia Civil no Rio de Janeiro, instituição que emitiu manifestação na qual indica que, caso isso seja comprovado, os trabalhadores de saúde em questão serão acusados ​​de peculato com penas de até 12 anos de prisão.

Os três casos que se espalharam nas redes sociais ocorreram no Rio de Janeiro e em Niterói. Nos três vídeos, pode-se perceber que os enfermeiros responsáveis ​​pela aplicação das doses da vacina em idosos estão utilizando seringa vazia. Em Petrópolis (Rio de Janeiro), a enfermeira foi até parada, embora afirmasse que se tratava de um erro não intencional.

Em Niterói, a polícia acusou a enfermeira de peculato. O comissário Luis Henrique Pereira explicou à mídia brasileira que “a análise do vídeo mostra que ela sabia que não estava tomando a vacina, até porque foi alertada e questionada pela família e a resposta foi sarcástica”.

O governo local afirmou que este é eventos isolados. “Entendemos que isso é errado. Não queremos ficar do lado da calúnia que eles estão levantando”, disse o ministro municipal da Saúde, Aloysio Barbosa Filho. Porém, após a notícia, o protocolo de vacinação foi reforçado para evitar que as “vacinas aéreas” se tornassem uma prática frequente.

READ  PDT pede ao STF que investigue Bolsonaro para gastos com alimentação

Com uma média de 1.000 mortes por dia, no auge da segunda onda da pandemia e um dos países mais atingidos pela Covid-19, o Brasil enfrenta um novo obstáculo durante sua campanha de vacinação. Com apenas 2% da população imunizada até agora, o gigante regional teme que a crise de saúde possa ser agravada pela falta de doses da vacina Covid.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *