O agravamento da epidemia que está obrigando o Santander Brasil a recuar na volta ao cargo foi corrigido

(Correções para mostrar ao Santander Espanha 50-60% dos funcionários, não quase 35%, parágrafo 6)

São Paulo (26 de março) (Reuters) – Há menos de um mês, o Banco do Santander Brasil tinha quase 65% de seus funcionários em seus escritórios, ao contrário dos maiores credores do Brasil, que mantinham quase todos os funcionários trabalhando em casa. .

Agora, sob pressão de trabalhadores e autoridades de saúde que lutam para conter o agravamento da epidemia no país, a unidade brasileira do Banco Santander SA da Espanha está solicitando mais funcionários para ficar em casa.

“Não há mais leitos em hospitais, então os bancos estão mandando trabalhadores para casa”, disse Ivone Silva, presidente do sindicato de bancos da região de São Paulo. “Depois de muita pressão, o Santander reduziu o número de funcionários em seus escritórios para cerca de 30%”.

Na quarta-feira, o Santander disse em comunicado à federação que reduziria ainda mais o tamanho dos times que atuam em sua sede no Brasil, mas não divulgou quanto.

O Santander Brasil não quis comentar sobre a afirmação de Silva de que a mudança foi pressionada.

Na Espanha, a terceira onda da pandemia também forçou a matriz a mandar os trabalhadores para casa novamente, reduzindo os trabalhadores de escritório para 30-40% em janeiro e fevereiro de 50-60% em dezembro. Um porta-voz disse que o número de funcionários voltou aos níveis desde dezembro.

A queda no Santander Brasil é o mais recente sinal de tensão entre a ânsia das empresas brasileiras em reabrir seus escritórios e o aumento do risco de infecção com o agravamento da crise do coronavírus no país.

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Em outro caso, o Banco BTG Pactual SA, o maior banco de investimento independente da América Latina, desistiu nas últimas semanas de tentar trazer 30% de seus funcionários de volta para sua sede em São Paulo, reduzindo para apenas 10%, disse Matthews Carneiro, sócio do BTG e chefe do banco de recursos humanos, disse à Reuters.

Mesmo com protocolos de saúde implantados no consultório, o trabalho remoto é “inevitável” por enquanto, disse Carneiro, citando as altas taxas de infecção e o sistema de saúde brasileiro sobrecarregado.

Quem trabalha no escritório é testado duas vezes por semana, disse Carneiro, além do distanciamento social dos colegas.

“Esperávamos estar em uma situação diferente agora, mas agora é uma questão de segurança”, disse ele, acrescentando que o banco espera que apenas 15% a 30% de seus 3.800 funcionários trabalhem remotamente no longo prazo, pois a presença é importante • Orientar os jovens colaboradores e a atividade de banco de investimento.

Em um sinal do sentimento mais amplo contra a ideia de trabalhar em casa, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro, que por meses minimizou a propagação da pandemia, descreveu a prática de Roberto Castillo Branco, o atual CEO da Petróleo Brasileiro, de administrar o petroleira remotamente.

“Ainda temos algumas empresas de estilo de gestão muito controladoras que querem seus funcionários próximos a elas”, disse Tatiana Iwai, professora de cultura do trabalho na Inspire Business School, referindo-se às empresas brasileiras de médio porte.

O CEO do Santander Brasil, Sergio Real, tem criticado o trabalho de casa, dizendo que proíbe a difusão da cultura da empresa.

“Não vejo isso como uma grande revolução”, disse ele em uma teleconferência. “Não é uma bala mágica e nada transformador como você pode imaginar.”

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Os bancos estão entre os maiores empregadores do Brasil e 450.000 pessoas trabalham em instituições financeiras em empregos que variam de doleiros, comerciantes e banqueiros de investimento.

O Banco Bradesco SA e o Itaú Unibanco Holding SA mantiveram 94% e 97% dos funcionários trabalhando em casa. Executivos do banco disseram no início de março que não gostariam de voltar ao escritório, mas planejavam adotar o trabalho remoto em meio período quando a pandemia terminar.

Na Europa, o HSBC, o Lloyds, a Nationwide Building Society e o Santander UK disseram que reduziriam o espaço para escritórios e combinariam o trabalho em casa com o escritório.

Enquanto isso, o Santander e o Itao no Brasil não seguiram a proposta do governo de abrir suas agências menos de cinco horas por dia, disse o sindicato, acrescentando que a maioria dos bancos reduziu o horário de suas agências em uma hora, mas alguns voltaram lentamente por mais .

Em nota aos clientes na quarta-feira, o Santander disse que fechará temporariamente algumas agências nas próximas duas semanas para ajudar a conter a propagação do vírus e reduzir o horário comercial de uma hora. O Itaú também disse em um e-mail à Reuters que as agências fecharão uma hora antes de sexta-feira. (Reportagem de Carolina Mandel e Tatiana Boutzer; reportagem de Stephen Eisenhammer em São Paulo e Emma Benido Gonzalez em Madrid; edição de Christian Plump e Alexandra Hudson)

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