Novas metas de Sallis para o Acordo de Paris liberam mais emissões no Brasil, diz Climate Monitor | natureza

Destino, agora atualizado por O ministério do meio ambiente, Definido em dezembro de 2015, quando o Acordo de Paris reuniu países que concordaram em cumprir os esforços para limitar o aquecimento global a 1,5 ° C. Cinco anos depois, o Brasil vai traçar as metas que traçou, mas especialistas alertam.

Segundo o secretário-executivo do Observatório do Clima, Marcio Esterini, o ministério manteve a meta na meta Determine a porcentagem de redução com cinco anos de antecedência: Reduzir as emissões em 43% até 2030. No entanto, ele não cogitou atualizar o relatório denominado Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa, que é a fonte do valor absoluto das emissões de gases utilizado no cálculo.

“A meta de redução de 2015 foi baseada no segundo inventário de emissões de gases de efeito estufa. A meta atual é baseada no terceiro inventário, que atualizou o valor absoluto dos gases emitidos em 2005 de 1,2 bilhão de toneladas para 1,6 bilhão de toneladas Dos gases emitidos ”- Marcio Astrini, Secretário Executivo do Observatório do Clima

Meta climática no Brasil em Acordo de Paris Utilizado como referência para o valor total dos gases emitidos em 2005. Segundo Tasso Azevedo, coordenador do MapBiomas e especialista do Observatório do Clima, esse valor é calculado para o estoque e revisado periodicamente.

“Normalmente, os inventários de emissões de gases de efeito estufa de 2005 são revisados ​​a cada 4 anos quando um novo inventário é publicado”, explica Azevedo.

Com a última revisão, o valor dos gases emitidos em 2005 aumentou em um montante 400 milhões de toneladas. Assim, a base de cálculo mais recente disponível à qual a meta de 43% pode ser aplicada é maior do que a utilizada no compromisso de 2015.

“Reduzir 43% do valor de x é uma coisa, reduzir a mesma porcentagem do valor de y é outra coisa. O número final será diferente”, diz Astrini.

Por isso, segundo especialistas, para preservar a meta climática que o Brasil já havia estabelecido no Acordo de Paris, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, teve que se comprometer a limitar 57% Emissões até 2030, não apenas 43%.

“Sem ajustar a base de cálculo, a nova meta para a proposta climática é cerca de 400 milhões de toneladas de carbono a mais do que era em 2015” – Marcio Astrini, Observatório do Clima

Além da meta de redução percentual das emissões até 2030, o Brasil ainda tem outro mediador: chegar a 2025 com redução de 37% em relação aos níveis de 2005.

Para atingir as metas de 2030 e 2025, o governo anunciou compromissos como eliminar o desmatamento ilegal até 2030, reflorestar 12 milhões de hectares e garantir 45% das renováveis ​​na matriz energética nacional, mas não apresentou um plano detalhado para isso. Como você implementará essas ambições.

O estudo afirma que Brasil não terá condições de cumprir o Acordo de Paris

Em memorando publicado nesta quarta-feira (9), o Departamento de Estado afirmou que a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, em inglês), nome técnico das metas do Brasil para o Acordo de Paris, é uma das contribuições mais ambiciosas do mundo.

“Os PADs brasileiros são um dos PADs mais ambiciosos do mundo por causa de quatro características principais. Primeiro, porque indicam emissões absolutas, não fatores relativos, como intensidade de carbono ou tendências históricas de crescimento, como a maioria dos PADs em países em desenvolvimento. Por se referir a toda a economia, não a setores específicos, e em terceiro lugar, pela magnitude das metas (37% e 43%), que superam as de muitos países desenvolvidos; quarto, por incluir uma meta intermediária para 2025, compromisso com a trajetória de cortes ao longo da década e não apenas em 2030 “, disse o Departamento de Estado.

Outro gol que Sallis fez na terça é Neutralize as emissões de gases de efeito estufa até 2060.

O Observatório do Clima indicou que a meta é dez anos a mais do que a meta da maioria dos países do Concord, que deveria ser Emissões zero de dióxido de carbono até 2050. Além disso, a entidade indicou que apenas a China tem meta igual à do Brasil.

“Contribuição nacionalmente determinada.” [meta] Anuncie insuficiente e antiético. Reduzir as emissões em 43% em 2030 não se alinha com nenhuma das metas do Acordo de Paris de limitar o aquecimento global a menos de 2 ° C ou 1,5 ° C, pois poderia nos levar a um mundo 3 ° C mais quente. Se todos os países têm a mesma ambição ”- Observatório do Clima, nota 8/12.

Não é a primeira vez que Salles fala de países ricos que pedem US $ 10 bilhões por ano para investir em medidas de conservação no Brasil. Ainda em 2019, nas reuniões preparatórias da Conferência Internacional do Clima (COP 25), em Madri, o ministro citou o número –Responde a 10% do total estipulado no Acordo de Paris Remessas de países desenvolvidos para países subdesenvolvidos.

Apesar dessas declarações, Até o dinheiro que o Brasil já recebe dos países europeus está paralisado. Fundo Amazônia, uma das principais ferramentas para essas transferências, é Banido por mais de um ano.

Veja as recentes polêmicas sobre o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles

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Proposta de redução de 81% nas emissões

Na segunda-feira (7), o Observatório do Clima sugeriu que o novo Brasil Definido (NDC) contribuísse com o Acordo do Clima de Paris. As emissões líquidas devem ser comprometidas com a redução de 81% nas emissões até 2030 em relação aos níveis de 2005.

Segundo a rede, essa redução significará chegar ao final da próxima década, quando vai exportar, no máximo, 400 milhões de toneladas de gases de efeito estufa. Atualmente, as emissões líquidas do Brasil giram em torno de 1,6 bilhão de toneladas de gases – o país é o sexto maior exportador de gases do planeta.

Entenda o Acordo de Paris

Entenda o Acordo de Paris

Além da meta de redução de emissões, o Monitor do Clima também sugere que o Brasil adote uma série de políticas públicas que facilitem o cumprimento do compromisso, entre elas:

  • Eliminar o desmatamento em todos os biomas até 2030;
  • Restaurar 14 milhões de hectares de áreas protegidas legais e áreas protegidas permanentes entre 2021 e 2030;
  • Restaurar e restaurar 27 mil hectares na Abecon e áreas de manguezais entre 2021 e 2030;
  • Restaurar 23 milhões de hectares de pastagens degradadas entre 2021 e 2030;
  • Aumentar a área de florestas plantadas em 2 milhões de hectares entre 2021 e 2030;
  • Aumento da mistura de biodiesel no óleo diesel (B20) para pelo menos 20% até 2030;
  • Eliminar os subsídios aos combustíveis fósseis até 2030;
  • Eliminar a entrada em serviço de novos veículos urbanos de passageiros com motores a diesel até 2030;
  • Recuperar ou incinerar pelo menos 50% do biogás gerado em aterros;
  • Elimine todos os depósitos de lixo do país até 2024.
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Pontos-chave do Acordo de Paris

O Acordo de Paris foi assinado em 2015, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. O texto fala a lingua Manter a temperatura do planeta com um aumento “bem abaixo de 2 ° C” Mas “esforços de acompanhamento para limitar o aumento da temperatura a 1,5 graus Celsius.”

Os principais pontos do Acordo de Paris são:

  • Os países devem agir para que o aquecimento fique bem abaixo de 2 ° C, tentando limitá-lo a 1,5 ° C;
  • Os países ricos devem garantir US $ 100 bilhões em financiamento anualmente;
  • Não há menção do percentual necessário para reduzir as emissões de gases de efeito estufa;
  • O texto não especifica quando as emissões devem parar;
  • O contrato deve ser revisado a cada 5 anos.

A última conferência das Nações Unidas sobre o clima, a COP 25, foi concluída com quase 200 países participantes Concordando em assumir “compromissos mais ambiciosos” para reduzir as emissões de gases poluentes.

Mas os detalhes de como fazer isso só serão resolvidos na vigésima sexta sessão da Conferência das Partes, A ser realizado em novembro de 2021 Em Glasgow, Escócia.

Ricardo Salles na COP25: 'Eles querem esconder o debate sobre os combustíveis fósseis

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A regulamentação do mercado de carbono prevista no texto do acordo, uma das decisões mais esperadas do encontro, era também para o próximo ano.

Ricardo Salles defende que o mercado seja regulado, o que, segundo ele, trará mais recursos para investimentos ambientais no Brasil. Após a COP 25, o O Ministro do Meio Ambiente afirmou que “a vigésima quinta sessão da Conferência das Partes nada resultou”.

“Os países ricos não querem abrir seus mercados de crédito de carbono. Eles estão pedindo ação e apontando o dedo para o resto do mundo sem comemoração, mas quando se trata de colocar as mãos no bolso, eles não querem”, disse Salz em uma rede de mídia social.

A atuação do Brasil na COP 25 teve como foco a demanda de recursos dos países ricos para a conservação do Brasil. No entanto, nos dias finais do evento, o país também teve problemas com artigos que tratavam da participação dos oceanos e do uso do solo nas mudanças climáticas.

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