La Moncloa. 07/03/2024. Pedro Sánchez enfatizou a força das “profundas relações económicas e comerciais” entre Espanha e Brasil [President/News]

São Paulo, Brasil)

O primeiro-ministro espanhol definiu o Brasil como um “país amigo da humanidade, aliado político e parceiro econômico” em seu discurso de abertura da reunião empresarial hispano-brasileira realizada em São Paulo. O Presidente sublinhou que as excelentes relações económicas e comerciais entre os dois países estão incorporadas nas suas profundas relações comerciais.

Reiterou também que a Espanha é o segundo maior investidor mundial no Brasil, depois dos Estados Unidos, e o segundo maior destino das nossas exportações para a América Latina, situação que descreveu como “não é coincidência”. Segundo Sánchez, o Brasil é um destino de investimento muito atraente devido a múltiplos fatores, incluindo as políticas implementadas pelo governo Lula da Silva.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, com o ministro da Economia, Comércio e Empresas, Carlos Cuerbo, durante mesa de diálogo realizada na abertura do encontro empresarial hispano-brasileiro. | Paul Moncloa/Fernando Calvo

A este respeito, o Presidente Sánchez destacou as semelhanças económicas entre os dois países: “A Espanha liderou as economias avançadas em crescimento em 2023: 2,5%, superando, tal como o Brasil, todas as expectativas”. Apontou também as sinergias, como a visão de liderança na transição energética e a descarbonização da economia, como atracções críticas para o investimento internacional.

Graças à capacidade tecnológica e inovadora de Espanha e à abundância de sol e vento, o presidente afirmou: “É um processo no qual aspiramos ser uma referência global”. “A energia limpa e barata é a nossa principal vantagem competitiva”, afirmou.

Ele explicou: “É por isso que a cooperação entre os dois países no campo da transformação ambiental, economia verde e proteção da Amazônia “representa uma oportunidade única”. energias renováveis, tecnologias limpas e desenvolvimento sustentável.

Espanha lidera a maior obra civil em curso na América Latina

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, durante visita às obras da Linha 6 do Metrô de São Paulo, executada pela Acciona | Paul Moncloa/Fernando Calvo

O primeiro-ministro espanhol visitou as obras de ampliação da sexta linha do Metro de São Paulo, lideradas pela empresa espanhola Acciona, acompanhado do seu presidente, José Manuel Entrecanales, e do ministro da Economia, Comércio e Empresas, Carlos. querbo. É o maior projeto de engenharia civil em construção na América Latina.

“É justo sublinhar a importância deste projeto”, disse Sánchez, “e também se baseia numa convicção comum entre os governos de Espanha e do Brasil: a necessidade de avançar para uma mobilidade sustentável”.

O Presidente sublinhou que este projecto está comprometido com o ambiente e com a igualdade de género. O Presidente explicou que o projecto envolve mais de 750 mulheres, que fazem parte integrante do projecto, e que confeccionaram, por exemplo, 70% das mais de 60 mil peças que foram produzidas para a construção dos túneis.

Sánchez disse que as empresas espanholas têm uma presença muito importante em sectores estratégicos como as infra-estruturas e as obras civis.

Por último, Espanha destaca-se em segundo lugar no ranking do programa de parcerias público-privadas do governo brasileiro – Programa de Parcerias de Investimentos – com investimentos garantidos no valor de 8,7 mil milhões de euros.

O acordo UE-Mercosul e os interesses globais comuns

Discurso do primeiro-ministro espanhol Pedro Sanchez durante apresentação do projeto de obras do Metrô de São Paulo implementado pela Acciona | Paul Moncloa/Fernando Calvo

O Presidente destacou que a Espanha é um destino importante para as empresas latino-americanas. A América Latina é o quarto maior investidor em Espanha, com um volume superior a 68 mil milhões de euros.

Mas o presidente defendeu que o firme compromisso de Espanha em aprofundar os laços económicos e comerciais com a região permanecerá “incompleto” até que o acordo entre a UE e o Mercosul seja ratificado.

O compromisso da Espanha é firme. Ele definiu-o como um acordo que criaria prosperidade partilhada, mesmo que alguns duvidassem disso. A Europa e a América Latina são “parceiros estratégicos” e um acordo entre as duas regiões levaria a “mudanças profundas no contexto geopolítico”.

Referindo-se à arena internacional, o Presidente reiterou também a necessidade de abordar a reforma do sistema financeiro global para que “nenhum país tenha de escolher entre combater a pobreza e lutar pelo planeta”.

Esta posição coincide com as prioridades e objetivos da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) prevista para ser realizada no Brasil em 2025, que estão em linha com os objetivos traçados para a Quarta Conferência Internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento prevista para ser realizada na Espanha em meados do próximo ano.

Encontro com a Associação de Cientistas Espanhóis no Brasil

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, durante reunião com a Associação de Estudiosos Espanhóis no Brasil (ACEBRA) no Instituto Cervantes, em São Paulo | Paul Moncloa/Fernando Calvo

Ao final do dia, o Chefe do Governo da Espanha manteve uma reunião com a Associação de Cientistas Espanhóis no Brasil (ACEBRA) no Instituto Cervantes, em São Paulo. Ajudou a visualizar e apoiar a atividade desenvolvida por cientistas espanhóis no Brasil e a cooperação científica com o país.

A missão deste consórcio é fortalecer as relações científicas entre a Espanha e o Brasil e facilitar a comunicação entre pesquisadores espanhóis que vivem e trabalham no Brasil e brasileiros com interesses acadêmicos e científicos na Espanha.

Nesse sentido, foi assinado um memorando de entendimento entre o Centro de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (CDTI) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), a mais poderosa instituição pública de pesquisa do país. A Espanha é o terceiro país parceiro do Brasil na área científica, e esta atividade aumentou nos últimos anos e agora se fortalece graças a esta viagem oficial com a assinatura de cinco memorandos de entendimento.

Tradução não oficial

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