Ex-CEO da empresa brasileira Americanas nega conhecimento de fraude contábil

Escrito por Carolina Pulis

4 Set (Reuters) – O ex-CEO da Americanas, Miguel Gutierrez, negou em uma carta a investigadores do Congresso qualquer conhecimento de irregularidades contábeis durante as duas décadas que passou dirigindo a varejista brasileira.

Gutierrez disse que não “se envolveu, autorizou, ordenou, tolerou ou tomou conhecimento de qualquer ação destinada a manipular as contas da empresa ou permitir qualquer tipo de fraude”, de acordo com uma carta de 4 de setembro enviada ao comitê do Congresso que investiga as suspeitas do varejista. O colapso visto pela Reuters.

A Americanas rapidamente contestou a afirmação de Gutierrez, afirmando em um comunicado que os consultores independentes que contratou descobriram que a administração da época “alterou fraudulentamente” os documentos para esconder as circunstâncias que levaram ao seu pedido de falência.

A Americanas, que opera uma rede de lojas físicas e é uma das maiores varejistas de comércio eletrônico do Brasil, mergulhou em uma crise no início deste ano devido à revelação de mais de 20 bilhões de reais (US$ 4 bilhões) em discrepâncias contábeis.

As alegações de que Gutierrez e outros dirigentes se envolveram em fraudes contábeis foram feitas pela primeira vez em junho.

A carta marca a primeira vez que Gutierrez aborda as acusações.

Vários ex-diretores de Americana testemunharam perante um comitê do Congresso nas últimas semanas. Gutierrez foi chamado para testemunhar, mas disse que problemas de saúde o impediram de fazê-lo.

Na carta, Gutierrez disse ainda que os acionistas de referência da Americanas, da empresa de investimentos 3G Capital, que juntos possuem um terço da varejista, e os membros do conselho “têm responsabilidades relacionadas às questões financeiras e contábeis da empresa”.

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Um porta-voz da 3G não respondeu imediatamente a um pedido de comentário fora do horário comercial.

O sucessor imediato de Gutierrez, Sergio Real, testemunhou na semana passada perante uma comissão do Congresso que não viu nenhuma evidência de que acionistas de referência ou membros do conselho tenham participado da fraude. ($ 1 = 4,9373 riais) (Reportagem de Carolina Pulis; Edição de Edwina Gibbs)

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