Empresa brasileira Transpetro busca oportunidades de negócios na América Latina

A empresa brasileira de logística Transpetro está em busca de oportunidades de negócios em países vizinhos, disse o CEO Sergio Bacchi (foto) ao BNamericas.

A subsidiária da petrolífera nacional Petrobras assinará um memorando de entendimento com o Governo do Suriname para avaliar parcerias no setor de petróleo e gás.

A Transpetro, que opera diversos oleodutos e gasodutos, terminais e navios-tanque no Brasil, também está em negociações com a Guiana e a Argentina.

“Vamos conversar com todos os players, onde quer que haja trabalho, seja no Brasil ou no exterior – desde que seja perto do Brasil. [Petrobras’] “O CEO Jean-Paul Prats nos pediu para ir atrás e crescer neste setor”, disse Bache.

A Guiana e o Suriname registam um rápido crescimento na exploração e produção, enquanto a Argentina é um grande produtor de gás de xisto devido à formação de Vaca Muerta.

Enquanto isso, a Transpetro negocia transferências de navios para barcaças com uma empresa que traz petróleo do Peru para transporte aos Estados Unidos.

No mercado local, a Transpetro discute com a Petrobras a possibilidade de substituição do oleoduto Obati, que liga o município de Baruiri a São Caetano do Sul, no estado de São Paulo.

Ele acrescentou: “Este gasoduto tem mais de 50 anos e precisa ser substituído porque passa por áreas densamente povoadas”.

Expansão da frota

Durante apresentação na Conferência Navalshore, nesta terça-feira, no Rio de Janeiro, Bacchi disse que a Transpetro encomendará 25 navios-tanque de estaleiros locais, incluindo navios-tanque de gás e navios petroleiros para produtos claros e escuros.

A licitação das embarcações está prevista para ser lançada entre janeiro e fevereiro do próximo ano, com estimativa inicial de investimento de R$ 12,5 bilhões (US$ 2,53 bilhões).

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A ideia é dividir a licitação em lotes para que diferentes empresas sejam responsáveis, individualmente ou em consórcio, pelos navios petroleiros ou petroleiros, e todas as encomendas sejam entregues em até oito anos.

“Se tudo correr bem, teremos canteiros de obras em todo o país”, disse Bache. “Não será mais barato que na China. Mas esse é o custo que temos que pagar para criar empregos no país, desde que seja viável para a Transpetro e a Petrobras.”

Antes de se tornar CEO da Transpetro em abril passado, Bache era executivo da associação brasileira de construção naval Sinaval, onde lutava para aumentar as encomendas nacionais depois de vários contratos terem sido cancelados na sequência do enorme escândalo de corrupção da Lava Jato.

Visitei a Controladoria-Geral da República e o Tribunal de Contas da União. “Quero que os órgãos de supervisão do governo monitorem os contratos para que não haja erros”, disse Bache.

Ao contratar navios nacionais, a Transpetro pretende ajudar a Petrobras a equilibrar seus custos, já que a maior parte dos petroleiros que atendem a empresa são afretados e de bandeira estrangeira.

“Se eu somar navios de bandeira brasileira, posso gerar fretes que podem ajudar minha holding e, portanto, seus acionistas”, disse.

A Transpetro opera 26 embarcações com idade média de oito anos.

Parceria

Bache acredita que o Brasil possui vários estaleiros capazes de construir petroleiros, como Estaleiro Atlântico Sul, Vard, Engevix, Enseada Indústria Naval, Wilson Sons, Mauá, Eisa, entre outros.

“Obviamente eles terão que fazer alguns arranjos, adaptar e qualificar sua força de trabalho”, afirmou.

Representantes da Transpetro viajarão em breve à China e à Coreia do Sul para estudar suas indústrias de construção naval e propor parcerias com estaleiros brasileiros, disse Bache, acrescentando que os aspectos da transição energética serão o foco principal.

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Os construtores navais asiáticos Keppel Offshore & Marine e Sembcorp Marine estão construindo FPSOs no Brasil por meio de suas subsidiárias locais Brasfels e Jurong Aracruz, respectivamente.

Políticas publicas

Para Bache, o futuro da indústria naval brasileira dependerá da disponibilidade de linhas de crédito e de uma política clara de conteúdo local.

“Precisamos de solicitações de longo prazo do setor público, de demanda permanente, e a Petrobras e a Marinha podem fazer isso”, disse ele, acrescentando que o Fundo Federal de Comércio Marítimo do FMM não deve ser a única fonte de financiamento disponível.

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