Chuva atrapalha safra de soja do Brasil neste mês – analistas

Analistas disseram que as chuvas no Brasil que têm desacelerado a colheita e o transporte da safra de soja 2020/2021 continuarão ao longo de fevereiro, causando potenciais interrupções no maior produtor e exportador mundial de oleaginosas.

As fortes chuvas, que podem causar problemas para a soja dependente de caminhões no Brasil, podem dar aos produtores de soja uma vantagem sobre os exportadores concorrentes como os Estados Unidos.

Enquanto a safra de soja do Brasil se move em seu ritmo mais lento em 10 anos, os navios estão fazendo fila em portos como Santos e Paranaguá, que devem embarcar cerca de 8,5 milhões de toneladas de soja neste mês, de acordo com os cronogramas de embarque.

“A colheita da soja na segunda semana de fevereiro será complicada, assim como os embarques de grãos pelos portos do norte”, disse Marco Antonio Santos, meteorologista, que esperava chuvas na região central do Brasil na próxima semana.

O clima úmido retarda as colheitadeiras nos campos e também dificulta a secagem adequada do feijão. Especialistas dizem que em áreas onde a soja ainda está sendo desenvolvida, o excesso de umidade aumenta o risco de doenças.

“No Mato Grosso, a chuva é o risco mais importante durante a safra”, disse Clayton Gower, diretor de inteligência de mercado do Imea, Instituto de Economia Agrícola do estado. “A chuva também afeta a entrega do grão aos armazéns, onde deve ser seco.”

Em Mato Grosso, o maior estado de grãos do Brasil, muitos caminhões serão necessários em um curto período de tempo para transportar a safra, já que a maior parte da soja foi semeada em outubro e precisa ser colhida neste mês.

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No Paraná, uma das regiões mais atingidas pelas chuvas de janeiro, a colheita da soja ainda não começou e o mau tempo aumentou em 82% a parada do porto de Paranaguá, para 12,6 dias, segundo autoridades portuárias.
Fonte: Reuters (Relatório de Roberto Samura e Niara Figueiredo, escrito por Anna Mano; editado por Kirsten Donovan)

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