Carmaker encontra o chefe do TST após anunciar a saída

Um dia depois de anunciar a saída da Ford do Brasil, representantes da montadora se reuniram ontem em videoconferência com a presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), Maria Cristina Bidosi.

Segundo nota da Justiça do Trabalho, o diretor jurídico da Ford, Luis Claudio Casanova, disse que a decisão de reestruturar a empresa na América Latina foi tomada em face dos prejuízos obtidos anualmente, que foram ampliados durante a epidemia de Covid-19.

“O advogado ressaltou que a empresa sempre valorizou a negociação coletiva e buscou manter uma postura de formação e apoio aos sócios, já que parte da produção vai continuar até o último trimestre do ano, e outras atividades vão continuar no Brasil”, diz nota do TST sobre o encontro.

De acordo com a assessoria de imprensa, o titular do TST lamentou o fechamento das unidades e o consequente desemprego nas respectivas localidades. Estima-se que cerca de 5.000 empregos serão afetados diretamente pela decisão da montadora.

Maria Cristina afirmou que a Justiça do Trabalho está aberta ao diálogo. “Somos um instrumento de apaziguamento, seja por meio de resolução, seja por meio da promoção da conciliação e mediação antes das ações. Esperamos que as disputas sejam resolvidas de forma consensual para efetivamente satisfazer a vontade das partes”, afirmou o presidente do TST.

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