Regulador brasileiro aprova regras de leilão de espectro 5G, não proibição da Huawei | Reuters | O negócio

Escrito por Anthony Bodel

BRASILIA (Reuters) – A agência reguladora de telecomunicações do Brasil, Anatel, aprovou as regras para um leilão de espectro 5G este ano sem quaisquer restrições à chinesa Huawei como fornecedora de equipamentos.

As empresas de telecomunicações também serão obrigadas a construir redes autônomas com as últimas versões da tecnologia 5G para operar nas capitais até 30 de julho do próximo ano, o que incluirá os maiores investimentos desejados.

O presidente de direita Jair Bolsonaro criticou a empresa chinesa no ano passado e foi pressionado pelo governo Trump para banir a Huawei do mercado 5G do país por questões de segurança.

Operadoras brasileiras insistiram no mercado livre, pois reclamaram que excluir a Huawei custaria bilhões de dólares para substituir o equipamento da empresa chinesa que fornece 50% de suas redes 3G e 4G existentes.

As regras do leilão, previsto para junho, exigem que as empresas de telecomunicações forneçam conectividade de banda larga em toda a vasta região amazônica, usando cabos de fibra ótica instalados em rios, assim como no Nordeste do Brasil. Eles também têm que cobrir todas as rodovias federais.

“A Anatel encontrou um bom equilíbrio entre passivos e cobrança de pagamentos de direitos operacionais”, disse Andre Gildin, especialista em comunicações da RKKG Consulting.

Ele disse que empresas que já construíram infraestrutura com base na tecnologia 4G existente, como a Telefonica Brasil SA e a Claro, da mexicana America Movil, terão maiores investimentos porque terão que mudar o núcleo de suas redes.

Gilden disse que a terceira maior operadora móvel, a TIM Participações SA, controlada pela Telecom Italia SpA, ainda não avançou em tecnologia atualizada e favoreceu a base autônoma.

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O chefe da Anatel, Leonardo de Moraes, estimou que o leilão de espectro vai gerar 80 bilhões de riais (US $ 14,3 bilhões) de investimento nos próximos 20 anos. As comunicações precisarão de cerca de 7,6 bilhões de riais em investimentos, incluindo a construção de uma rede segura para o governo federal, que deverá excluir equipamentos da Huawei.

Representantes da indústria disseram que a Huawei, maior fabricante mundial de equipamentos de telecomunicações, não poderia ser excluída do mercado 5G no Brasil porque, independentemente do custo, isso atrasaria o país em três a quatro anos em tecnologia.

A Telefonica Brasil e a Claro têm pressionado por uma transição de 5 anos para migrar para redes independentes mais avançadas.

As regras do leilão precisam ser aprovadas pelo Tribunal de Contas da União, já que as empresas de telecomunicações esperam que os termos onerosos do governo possam mudar.

(Coberto por Lysandra Paraguaso; Edição de Dan Gribbler)

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