Proibição brasileira de uma comédia da Netflix que retrata Jesus como gay derrubada

O presidente da Suprema Corte, Dias Toffoli, decidiu na quinta-feira a favor da Netflix e do grupo de comédia que fez o filme “A Primeira Tentação de Cristo”.

O filme provocou indignação no Brasil, lar da maior população católica do mundo, desde seu lançamento no mês passado. Milhões de pessoas assinaram uma petição online para que o filme fosse removido do serviço. Na véspera de Natal, pelo menos quatro homens estiveram envolvidos num ataque à sede do grupo humorístico Porta dos Fundos.

Em sua decisão, Toffoli disse que uma sátira por si só não ameaça a fé cristã, informou a Agência Brasil.

“Não estamos negligenciando a relevância do respeito à fé cristã (assim como todas as outras crenças religiosas ou sua ausência)”, escreveu Toffoli, segundo a Agência Brasil. “No entanto, não se deve presumir que uma sátira humorística tenha o poder de condenar os valores da fé cristã, cuja existência existe há mais de dois mil anos”.

A decisão de Toffoli veio apenas um dia depois que um juiz da Sexta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ordenou que a Netflix suspendesse o filme de sua plataforma.

O juiz dessa decisão, Bento Abicair, disse suspendendo o filme seria o melhor a fazer, não só para a comunidade cristã, mas para a sociedade brasileira em geral, enquanto o caso passava pelo processo de apelação.

A decisão do Supremo ainda pode ser revogada, segundo a Agência Brasil. Descreveu a decisão como “provisória”, devido a um recesso judicial.

A Netflix, que descreveu o filme de 46 minutos como um “especial de Natal tão errado, deve ser dos comediantes Porta dos Fundos”, manifestou apoio ao grupo e sua “expressão artística” no Twitter.
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