País mais rico do Brasil recua enquanto o vírus volta a rugir

São Paulo vai reimpor restrições mais duras ao distanciamento social em meio a um salto nos casos de coronavírus que ocupam leitos hospitalares no estado mais rico do Brasil.

Todo o estado entrará na chamada fase amarela do plano de reabertura, que limita o horário e a capacidade de shoppings, restaurantes, bares e academias, entre outros negócios. A decisão, anunciada pelo governador João Doria na segunda-feira, significaria restrições mais rígidas para cerca de três quartos dos 46 milhões de habitantes do estado, que estavam sujeitos a regras mais flexíveis.

“O palco amarelo não fecha empresas, bares ou restaurantes”, disse Doria em entrevista coletiva na segunda-feira, “Não afeta a atividade econômica, só é mais restritivo para evitar multidões e infecção”, acrescentando que a mudança não afeta escolas. “Precisamos ser cuidadosos e pacientes. E flexibilidade até conseguirmos a vacina.”

O reflexo vem dois meses Depois que a maior cidade da América do Sul entrou na chamada fase verde dos planos de reabertura, estendendo o horário de funcionamento e permitindo que cinemas e museus abrissem pela primeira vez desde março. Também acontece um dia após o segundo turno das eleições municipais, que viu a eleição do atual presidente, Bruno Covas, aliado regular, para um segundo mandato.

Semana Anterior, Doria disse Seu governo está considerando a possibilidade de reimpor restrições mais duras ao movimento de pessoas, caso o aumento recente de casos da Covid-19 continue. No início de novembro, a mídia local começou a noticiar um aumento nos casos de hospitalização em alguns dos hospitais privados mais ricos da capital, São Paulo. Quando o vírus chegou à cidade em fevereiro, de avião, enquanto residentes ricos voltavam de férias na Itália e em Aspen, esses estabelecimentos foram os primeiros a ver as camas ocupadas. À medida que o vírus se espalha na cidade de 20 milhões de pessoas, os casos mudam para hospitais públicos.

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Especialistas em saúde afirmam que a taxa de novas infecções aumentou após o aumento nas reuniões públicas. Na capital do estado – como em muitas das principais cidades do país – aparecem mais pessoas e menos máscaras a cada semana. Os eventos pessoais, de vestibulares a jogos de futebol, foram amplamente retomados com a redução das medidas de distanciamento social. Doria disse que as festas juvenis são particularmente perturbadoras.

O Brasil foi um dos últimos lugares a ser atingido pela primeira onda da epidemia que se originou na China, com o primeiro caso registrado em fevereiro. Agora, enquanto a Europa e os Estados Unidos lutam com outra onda de infecções, crescem os temores de que a maior economia da América Latina possa engolir novamente a Covid-19. Sexta feira no rio de janeiro Ela disse 92% das residências públicas da UCI estavam ocupadas. Na zona sul da cidade de Florianópolis, uma escala usada pelas autoridades indica A. bandeira vermelha continente. O Brasil registrou 6.314.740 casos de coronavírus, com 172.833 mortes. O país tem o segundo maior número de mortes e o terceiro maior número de casos do vírus no mundo.

O estado de São Paulo responde por quase 20% dos casos Covid-19 do país. Um em cada quatro brasileiros que morrem da doença é residente no estado.

Horário mais curto, menos pessoas

A regressão significa que as empresas agora terão permissão para abrir no máximo 10 horas por dia e devem fechar às 22h. A capacidade máxima chega a 40%, passando de 60% na fase verde. Autoridades disseram que eventos culturais com público, como cinemas, ainda são permitidos.

São Paulo teve queda de 14% nas lesões na última semana, levando-se em consideração a média móvel de quatro semanas, enquanto óbitos e internações aumentaram 12% e 7%, respectivamente. A ocupação dos leitos de UTI na região metropolitana é de 59% e 52% no estado. João Gabardo, ex-funcionário do ministério da saúde que agora chefia o comitê da Covid-19 em São Paulo, disse que as autoridades “não estão nada confortáveis” com os números da semana passada e, embora seja contra colocar todo o estado na mesma fase, os dados justificaram a mudança.

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“Não nos absteremos de devolver mais restrições se necessário”, disse o ministro da Saúde do Estado, Jan Gornstein, na mesma entrevista coletiva. “Precisamos testar mais e melhorar o rastreamento de contatos para controlar a epidemia.”

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