Mercados emergentes – Peso mexicano lidera perdas cambiais na América Latina à medida que PIB perde estimativas

* Peso mexicano cai 0,6% * inflação brasileira sobe * Ações latino-americanas caem no início das negociações 25 de agosto (Reuters) – O peso mexicano liderou as perdas na América Latina na quarta-feira, com os dados do PIB do segundo trimestre errando as expectativas e aumentando os temores de desaceleração do crescimento. Enquanto a maioria das outras moedas caíram, as preocupações com a variante delta do coronavírus voltaram à tona. O peso caiu 0,6%, com o crescimento econômico para 1,5% no segundo trimestre, um pouco abaixo das expectativas de 1,7%. A economia mexicana também contraiu em junho em relação a maio. A leitura, junto com o recente aumento nos casos COVID-19 mexicanos, fez o peso parecer menos atraente do que alguns de seus pares em mercados emergentes de maior rendimento. A menor inflação mexicana na primeira quinzena de agosto também reduziu a chance de o banco central aumentar as taxas de juros. “Mesmo antes da crise atual, a economia do país estava sob pressão, contraindo em seis dos oito trimestres que antecederam a pandemia”, disse Matthew Ryan, analista de mercado sênior da Iberi. “No entanto, a recuperação não foi tão rápida quanto a de muitos outros países do México. Acreditamos que isso se deva em parte à falta de vontade do governo em aumentar os gastos fiscais.” O real brasileiro ficou estável depois de subir quase 3% na terça-feira, já que dados mostraram que o país registrou um déficit em conta corrente muito maior do que o esperado em julho. Os preços ao consumidor no mês até meados de agosto registraram sua maior taxa de crescimento para o período desde 2002. A rápida reabertura econômica do Brasil, juntamente com o aumento dos preços das commodities, empurrou a inflação para máximos de vários anos, o que por sua vez levou a uma série de aumento acentuado das taxas de juros do banco central. O banco também prometeu apertar mais este ano, aumentando as expectativas para o rial. Outras moedas do LATM também caíram, acompanhando perdas mais amplas nos mercados emergentes, já que os temores de um aumento nos casos de COVID-19 persistem desde a semana passada. O dólar subiu ligeiramente devido à demanda de porto seguro. O peso colombiano caiu 0,2%, enquanto o peso chileno se estabilizou. As ações da América Latina caíram no início das negociações, com o índice de ações regionais MSCI caindo 0,2%. Índices de ações da América Latina e principais moedas: última variação diária em mercados emergentes MSCI 1272,99 0,23 MSCI LatAm 2445,98 -0,15 Brasil Bovespa 119447,70 -0,63 México IPC 52023,31 0,07 Chile IPSA 4359,62 -0,22 Argentina MerVal – – Colômbia COLCAP 1330,17 0,14 Moedas Última variação diária no Brasil Real 5,2567 0,07 Peso mexicano 20,3200 -0,59 Peso chileno 781,95 -0,01 Peso colombiano 3874 -0,23 Sol peruano 4,0894 -0,17 Peso argentino 97,4700 -0,01 (Interbancário) (Reportagem de Ambar Warrick; Edição de Kirsten Donovan)

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