Lula brasileiro: A invasão russa da Ucrânia é inaceitável, mas vamos falar de paz

MADRI (Reuters) – O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou a invasão russa da Ucrânia nesta terça-feira, mas disse que ninguém está falando sobre paz no que ele chamou de “guerra maluca”.

Falando durante visita à Espanha, Lula disse estar empenhado em encontrar uma fórmula de paz para acabar com o conflito.

“Entendo a visão europeia sobre esta guerra. É inaceitável que vocês invadam outro país, mas é uma guerra em que não vejo ninguém falando em paz”, disse ele em discurso em conferência empresarial.

Lula irritou muitos no Ocidente este mês quando pediu aos Estados Unidos e aliados europeus que parassem de fornecer armas à Ucrânia, dizendo que eles estavam prolongando a guerra, levando um porta-voz da Casa Branca a acusá-lo de “agitar propaganda russa e chinesa”.

Após a reação, o líder brasileiro suavizou seus comentários e, em visitas a Portugal e Espanha, condenou a violação pela Rússia da integridade territorial da Ucrânia.

Na Espanha, Lula voltou a pedir mais esforços de paz “para que a Ucrânia possa manter seu território”, recuando de uma sugestão recente de que o país conquistado precisava fazer concessões para acabar com a guerra e que a Rússia deveria devolver territórios recém-conquistados, mas poderia manter quase Ilha da Crimeia.

Lula falou sobre os investimentos das empresas espanholas no Brasil, apontando um grande programa de infraestrutura a ser lançado em maio que seria “promissor” para as empresas espanholas.

“Queremos atrair uma nova onda de investimentos espanhóis”, disse ele aos empresários.

Um alto funcionário do governo espanhol disse que as empresas de seu país devem ter um melhor acesso às compras públicas no Brasil após a visita de Lula a Madri.

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Lula disse que o Brasil e outros membros do bloco comercial do Mercosul estão discutindo um acordo comercial com a União Européia, que ele espera que seja concluído antes do final do ano.

“Queremos um acordo equilibrado que contribua para a reindustrialização do Brasil”, afirmou, destacando sua visão sobre a necessidade de seu país por tecnologia e não apenas por manufaturados importados.

(Reportagem de Belen Carino e Lisandra Paraguaso); Edição por Chris Reese

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