Indústria brasileira cai pelo segundo mês consecutivo – MercoPress

Indústria brasileira caiu pelo segundo mês consecutivo

Quarta-feira, 3 de abril de 2024 – 19h25 UTC

Macedo explicou que os resultados de fevereiro foram influenciados pelo efeito calendário
Macedo explicou que os resultados de fevereiro foram influenciados pelo efeito calendário

De acordo com a pesquisa industrial mensal divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com sede no Rio de Janeiro, a produção industrial no maior país da América do Sul caiu 0,3% em fevereiro, marcando o segundo declínio mensal consecutivo após -1,5%. em janeiro. A agência brasileira informou.

Apesar desses números, a indústria no Brasil cresceu 1% ano a ano. Em janeiro de 2024, esse acúmulo anual atingiu 0,4%. O nível atual da produção industrial brasileira está 1,1% abaixo do nível pré-pandemia em fevereiro de 2020 e 17,7% abaixo do pico da série em maio de 2011.

Na comparação fevereiro com janeiro deste ano, dez dos 25 setores industriais pesquisados ​​apresentaram números de queda, com destaque para produtos químicos (-3,5%), indústrias extrativas (-0,9%) e farmacêuticos (-6,0%). Relativamente às grandes categorias económicas, o sector dos bens intermédios diminuiu 1,2%, única taxa negativa entre os quatro grupos incluídos no inquérito.

A indústria automóvel – veículos e peças sobressalentes – registou um aumento de 6,5%, enquanto a pasta, papel e seus derivados registou um crescimento de 5,8%.

Os bens de consumo duráveis ​​aumentaram 3,6%, apresentando o crescimento mais forte, depois de também terem subido em janeiro (1,5%) e dezembro de 2023 (6,6%). Bens de capital (1,8%) e bens de consumo semi e não duráveis ​​(0,4%) também assinalaram resultados positivos.

Comparando fevereiro de 2024 com fevereiro de 2023, houve aumento de 5%. Nesse tipo de comparação – mês com igual período do ano anterior – este foi o sétimo aumento consecutivo e o mais importante desde junho de 2021 (quando o resultado foi de 12,1%, num turbilhão de recuperação parcial dos efeitos da Corona vírus). Pandemia do covid-19).

“O resultado de fevereiro teve perfil generalizado de taxas de positividade e foi o maior desde junho de 2021 (12,1%), influenciado não só pela base de comparação baixa, mas também pelo efeito calendário, já que fevereiro de 2024 teve 19 dias úteis, um dia a mais, ”, explicou Andre Macedo, diretor de pesquisas do IBGE, referente a fevereiro de 2023.

(Fonte: Agência Brasil)

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