Exportadores brasileiros de grãos estão redirecionando alguns carregamentos enquanto a seca drena os rios amazônicos

Uma régua medindo os níveis históricos das águas dos rios é retratada. Os níveis de água em um importante porto fluvial na floresta amazônica brasileira atingiram seu nível mais baixo em pelo menos 121 anos na segunda-feira, no Rio Negro em Manaus, Brasil, 16 de outubro de 2023. REUTERS/ Bruno Kelly/foto de arquivo Obtenção de direitos de licenciamento

SÃO PAULO (Reuters) – Uma grave seca na região amazônica forçou os exportadores brasileiros de grãos a transferir um pequeno número de remessas de exportação para terminais portuários do sul, em vez de portos do norte, disse o grupo exportador de grãos Anec nesta quarta-feira.

As rotas do norte, interrompidas por dificuldades de navegação nos rios rasos da Amazônia nesta primavera, têm sido fundamentais para ajudar o país a aumentar as exportações de milho e soja nos últimos anos.

O Brasil é o maior exportador mundial de soja e deverá ultrapassar os Estados Unidos este ano como o maior exportador de milho. A China é o maior mercado de exportação do Brasil para ambas as culturas.

Anec, que representa comerciantes de grãos, incluindo ADM (ADM.N), Bunge (BG.N), Cargill (CARG.UL) e Cofco (CNCOF.UL), recusou-se a dizer quais empresas estão transferindo os produtos e os volumes envolvidos. O gerente geral da Anec, Sergio Mendes, destacou que os volumes são pequenos e não vê uma tendência generalizada.

Anick disse que a seca, que limitou a quantidade de grãos transportados em barcaças pelos portos do norte nos últimos dias, não afetará as exportações totais de grãos do Brasil este ano.

“Isso é apenas uma mudança (no porto)”, disse Mendes, acrescentando que a carga poderia ser desviada para o sul, para Santos, o maior porto da América Latina.

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O Porto de Santos é servido por uma ligação ferroviária confiável ao coração do país agrícola brasileiro, o estado de Mato Grosso.

Mendes disse que a Anec mantém sua previsão de exportações recordes de soja brasileira para 2023 em 99 milhões de toneladas e de exportações recordes de milho entre 52 milhões e 53 milhões de toneladas.

A Anec reduziu esta semana sua previsão para as exportações brasileiras de soja e milho para outubro em cerca de 900 mil toneladas em relação à semana passada.

O Brasil despachou a maior parte de sua soja e estamos nos últimos meses da temporada de exportação de milho.

De janeiro a agosto, 44% das exportações brasileiras de milho passaram por quatro grandes portos do norte, incluindo Barcarena, Itaqui, Itacoatiara e Santarém, segundo a agência agrícola Conab, enquanto cerca de 31% dos embarques de milho do Brasil partiram via Santos.

Relatado por Anna Mano. Editado por Rod Nickel

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