Existe o risco de escassez de materiais necessários para trabalhar no setor imobiliário

O presidente da Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), José Carlos Rodriguez Martins, diz que a indústria da construção no Brasil deve fechar o ano com crescimento graças ao desempenho do setor imobiliário. Em uma entrevista com TwitterO diretor executivo, que representa 92 federações e associações de construção, e sediadas em 27 unidades do sindicato, afirma que o recurso, porém, pode ser ameaçado por Escassez na cadeia de abastecimento.

Estamos diante de um problema sério chamado deficiência com todas as suas consequências. A primeira consequência é o preço. Se houver escassez, o preço pode subir. A segunda consequência é a desaceleração do ritmo de trabalho.
Jose Carlos Rodriguez Martins, presidente da Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção)

Segundo Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) abrangeu 1.800 empresas de 27 setores na primeira quinzena de outubro68% dos empresários relataram escassez de materiais de produção e 82% relataram que os preços das matérias-primas aumentaram em relação ao que eram antes da crise.

Apesar desse obstáculo, o chefe da Cbic diz que o setor de construção deve fechar em 2020 com saldo positivo graças ao setor imobiliário, que está sendo moldado por empresas residenciais e comerciais. distância Queda de 2% no primeiro semestreAs vendas vêm crescendo desde junho, impulsionando a geração de empregos no setor, que já soma 140 mil empregos por ano.

“A crise deixou as pessoas mais tempo em casa, por isso passaram a dar mais valor à casa. Por isso decidiram investir em imóveis. Além disso, a taxa de juros é baixa, o que torna o imóvel um bem real que aparece como uma opção de investimento com potencial de valorização real.” Segundo ele, o setor imobiliário deve fechar em 2020 com um crescimento entre 5% e 10% no total de unidades vendidas.

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O executivo disse que outros setores da construção, como o de infraestrutura, seguem em ritmo lento, aguardando a retomada das obras públicas e dos programas de concessões, como é o caso do setor de saneamento.

Aqui estão alguns trechos importantes da entrevista Twitter Presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção.

UOL: Como o senhor avalia o desempenho do setor de construção em 2020, diante da epidemia e da retração econômica?

José Carlos Rodriguez Martins: Se analisarmos todos os problemas, o ano é muito positivo. Imaginávamos queda, mas terminaremos o ano com desempenho positivo. O setor deve fechar em 2020, crescendo entre 5% e 10% em relação a 2019.

E não há nada melhor para explicar isso do que o número de empregos. Temos 104.000 trabalhadores adicionais durante o ano. O setor fechou mais de 40 mil vagas no primeiro semestre, mas, desde junho, já empregamos mais de 150 mil, elevando o número para 2,2 milhões de terceirizados.

Se não fosse pelo setor de construção, o O PIB do país caiu ainda mais. Nós apenas perdemos no cultivo sem problemas. Pelo contrário, eles até se beneficiaram com o dólar.

É importante lembrar que a cadeia imobiliária é grande. Atingimos 97 setores antes, durante e depois do trabalho. Desde o transporte contratado na construção até as vendas em outras regiões, que aumentamos com a entrega das chaves, como o setor de eletrodomésticos, que começa a vender mais com o lançamento dos imóveis.

Quais são os setores de construção mais positivos e por quê?

Pode-se dizer que o mercado imobiliário. Nossa leitura é que a crise deixou as pessoas mais tempo em casa, por isso estão começando a valorizar mais a casa. Então, eles decidem investir em imóveis. Além disso, a taxa de juros é baixa, o que torna o imóvel um ativo real aparecendo como uma opção de investimento com potencial de valorização real.

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O setor ainda tem muito que recuperar?

Sim, já tínhamos 3 milhões de funcionários oficiais, em 2014. Então, uma grande diferença ainda não foi recuperada. Portanto, precisamos de outros setores além do imobiliário para nos recuperarmos. Estou falando do Distrito de Infraestrutura, por exemplo, onde as concessões públicas não estão muito lentas.

Que fatores foram decisivos para o desempenho da construção no setor imobiliário mesmo em um ano de crise?

Do lado da demanda, a reação do público consumidor, que não teve medo durante a crise, assumiu a compra de uma casa. Do lado da oferta, com que rapidez uma parte das empresas percebeu isso e se reinventou no mercado digital. Se alguem falou em fevereiro Em uma exposição imobiliária virtualQuem acreditaria que alguém poderia fazer uma compra de 30 anos e se comprometer online?

Veja o caso de São Paulo. Desde março, o mercado paulista já vendeu 60% do que vendeu no segundo trimestre do ano passado. É menos, mas como tudo está fechado em 2020, isso significa que todas essas vendas são feitas digitalmente. É um novo canal para o setor.

O cliente também está pronto para comprar digitalmente, desde a pesquisa até a assinatura digital. Um exemplo é que havia muita burocracia a ser removida nesse setor.

Dados os obstáculos, quais os maiores desafios que o setor enfrentou em 2020?

Estamos diante de um problema sério chamado deficiência com todas as suas consequências. A primeira consequência é o preço. Se houver escassez, o preço pode subir. O segundo resultado é o ritmo de trabalho que está diminuindo com a escassez de matérias-primas e produtos.

No primeiro semestre, por exemplo, quando tivemos o pior momento, o setor imobiliário diminuiu apenas 2% nas vendas, em relação ao primeiro semestre de 2019, para 71,1 mil unidades vendidas. Mas o volume de lançamentos diminuiu muito mais, em torno de 44%. Isso acontecia porque as empresas vendiam o que estava pronto, mas tinham medo de lançar projetos porque não sabiam como seria o pós-crise.

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Na época, acreditava-se que no terceiro trimestre deste ano haveria uma grande torrente de lançamentos, para repor os estoques imobiliários e atender a demanda crescente. Houve aumento de lançamentos, mas abaixo do esperado devido a um problema de escassez na cadeia da construção.

Se o originador não tem certeza da cadeia de abastecimento, ele não sabe quanto custará o projeto, pois os produtos podem novamente parecer mais caros. A construtora sabe que os aumentos do produto não podem ser repassados ​​porque a renda da população não aumentou e não vai aumentar. Portanto, se o custo aumenta e a receita não é rastreada, isso afeta a margem da empresa. E se não houver margem, o setor aciona o freio de mão.

Para 2021, quais são as perspectivas?

As perspectivas continuam positivas. Principalmente porque o setor terá que entregar o que já vendeu este ano em lançamentos. Além disso, as conquistas, como as vendas pelo canal digital, continuarão ajudando o setor a vender mais. Por outro lado, precisamos remover alguns gargalos para não sofrermos com a pressão de custos e suprimentos na cadeia.

Olhando para outros setores que não o imobiliário, é importante manter o quadro de saneamento aprovado pelo Congresso para estimular a construção de infraestrutura. Claro, também é importante manter as taxas de juros baixas. Para isso, as reformas devem prosseguir. No caso da reforma tributária, os impostos devem ser simplificados sem onerar o trabalho.

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