China e Brasil prorrogam validade de vistos bilaterais

Altos diplomatas do Brasil e da China anunciaram na sexta-feira que os dois países assinaram um acordo para duplicar para dez anos a validade dos vistos de turismo e negócios para pessoas que viajam entre os dois lados.

Em 2023, cerca de 42,5 mil turistas chineses chegarão ao Brasil, segundo dados do conselho de turismo brasileiro Imperator. O número ainda está bem abaixo dos níveis pré-pandemia.

O acordo foi assinado durante visita do principal diplomata da China, Wang Yi, ao Brasil como parte do acordo uma viagem Da América Latina e da África. O presidente chinês, Xi Jinping, deverá visitar o Brasil em novembro, quando o Rio de Janeiro sediar a cúpula do G20.

Este passo surge no âmbito da celebração do cinquentenário das relações diplomáticas entre o Brasil e a China. Brasil e China estabeleceram relações diplomáticas em 1974, durante a ditadura militar. Desde o final dos anos 2000, o gigante asiático tem sido o principal parceiro comercial do Brasil.

As exportações brasileiras para o país asiático consistem principalmente em commodities – como soja, minério de ferro, petróleo e carne bovina. A China envia bens manufaturados, eletrônicos e bens de consumo para o Brasil. O volume do comércio bilateral atingiu US$ 157,4 bilhões no ano passado Dados Do Ministério da Indústria e Comércio do Brasil.

Mauro Vieira, Ministro das Relações Exteriores do Brasil, afirmou o apoio histórico, contínuo e inequívoco do Brasil à… O princípio de uma só China de acordo com uma permissão “Os dois presidentes adotaram-no” quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou Pequim no ano passado.

Nessa ocasião, a maior economia da América Latina anunciou que estava “fortemente comprometida” com o princípio de Uma Só China, acrescentando que Taiwan era “parte integrante do território chinês”.

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A maioria dos países latino-americanos também mantém relações oficiais exclusivas com Pequim – com exceção da Guatemala, Haiti e Paraguai. Desde 2007, seis países da região cederam Taiwan à China.

No fim de semana passado, Taiwan elegeu um novo presidente, Lai Ching-ti, que Pequim considera um separatista convicto.

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