Brasil vê casos de dengue quadruplicarem antes da campanha de vacina | Nacional

Dados do governo mostraram no sábado que o número de casos de dengue no Brasil desde 1º de janeiro é quatro vezes maior que no mesmo período do ano passado, antes do lançamento da campanha de vacinação.

Nas primeiras quatro semanas de 2024, foram registrados 262.247 casos prováveis, ante 65.366 casos no mesmo período do ano passado, segundo os últimos números disponíveis na base de dados do Ministério da Saúde do Brasil.

Fabio Paceretti, chefe do Conselho Nacional de Ministros da Saúde, destacou que as altas temperaturas são o principal fator de propagação da doença transmitida por mosquitos.

Ele disse à Agence France-Presse: “As temperaturas recordes no final do ano passado, juntamente com o fenômeno El Niño, são um fator novo e específico”.

A dengue matou 29 pessoas este ano no maior país da América Latina, e mais 173 mortes estão sendo avaliadas quanto a possíveis ligações com a doença.

A Organização Mundial da Saúde afirma que a dengue transmitida por mosquitos, que pode causar febre hemorrágica, infecta cerca de 100 a 400 milhões de pessoas anualmente em todo o mundo, embora a maioria dos casos seja leve ou assintomática.

“Vemos que a dengue está se espalhando em áreas que antes estavam livres da doença no Brasil, por isso devemos acompanhar de perto esse fenômeno”, alertou Pacieretti.

Os serviços de saúde já estão sob pressão em muitas áreas urbanas do Brasil devido ao aumento do número de casos.

Na região da capital Brasília, um hospital de campanha começará a receber pacientes com dengue a partir da próxima semana.

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O estado mais atingido até agora é o sudeste de Minas Gerais, o segundo estado mais populoso do Brasil, onde foram notificados mais de 88.587 casos prováveis.

Fora da capital do estado, Belo Horizonte, equipes de desinfecção vão de casa em casa como parte de uma campanha contra os mosquitos que transmitem doenças.

Os membros estão equipados com máscaras de gás e usam aventais brancos da cabeça aos pés.

“Às vezes é difícil entrar nas casas das pessoas, mas elas estão começando a perceber que há muitos casos ao seu redor e estão se tornando mais compreensivas”, disse a superintendente Katia Battista.

Há duas semanas, o governo brasileiro anunciou que em fevereiro seria lançada uma campanha de vacinação gratuita dirigida a 3,2 milhões de pessoas, com prioridade para crianças entre os 10 e os 14 anos, grupo com maior número de internamentos.

O Ministério da Saúde brasileiro afirmou que as doses disponíveis são limitadas devido à escassez de insumos da farmacêutica japonesa Takeda, empresa que desenvolve a vacina.

Ao todo, o país de 203 milhões de habitantes espera receber este ano 6,5 milhões de doses da vacina de duas doses, concebida especificamente para crianças.

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