Brasil busca aumentar investimentos chineses em setores-chave


O vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin, enfatizou na quarta-feira a aspiração de seu país de aumentar os investimentos chineses nos setores de energia, agricultura e infraestrutura, e destacou o notável crescimento do comércio bilateral com a China, que ele disse ter aumentado 17 vezes em relação aos US$ 9 bilhões em 2004.

Potenciais reformas tornarão o Brasil mais atraente para investidores estrangeiros, acrescentou Alkmene durante o “Simpósio Empresarial Brasil-China: Os Próximos 50 Anos”, realizado na capital chinesa na quarta-feira.

O simpósio, organizado pelo Conselho Internacional de Promoção de Investimentos da China e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, contou com a presença de cerca de 400 representantes de governos, empresas empresariais e de investimento e associações industriais de ambos os países.

Refletindo sobre sua visita à China com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2004, Alckmin descreveu o novo programa de aceleração do crescimento do Brasil, que inclui iniciativas como o Corredor Logístico Transoceânico destinado a impulsionar as rotas comerciais.

Ele também discutiu o novo programa industrial do Brasil, Nova Indústria Brasil, que visa promover a inovação e a sustentabilidade, e aumentar significativamente os registros de patentes, apoiado por incentivos para setores como energia solar e semicondutores.

Enfatizando o desenvolvimento sustentável, Alckmin destacou os esforços contínuos para tornar os setores industrial e de transportes mais ecológicos do Brasil, incluindo parcerias com empresas chinesas como a BYD na área de veículos elétricos.

Jorge Viana, presidente da Apex Brasil, disse que o comércio bilateral atingiu um recorde no ano passado, com a China se tornando um importante mercado para algodão, carne bovina e aves brasileiras.

Viana destacou a importância de aprofundar as relações comerciais e lançar novos projetos de cooperação, incluindo o estabelecimento de um centro brasileiro em Xangai para facilitar ainda mais o comércio.

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No primeiro trimestre, as exportações da China para o Brasil atingiram 114,28 mil milhões de yuans (15,77 mil milhões de dólares americanos), um aumento de 25,7 por cento. As importações do Brasil aumentaram 30,1%, para 208 mil milhões de yuans, segundo a Administração Geral das Alfândegas.

De acordo com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, as exportações do Brasil para a China são dominadas por soja, petróleo bruto e minério de ferro, representando cumulativamente 75 por cento do total das exportações no ano passado.

Maria Laura da Rocha, Secretária-Geral do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, destacou o sucesso do Comitê de Alto Nível para Consulta e Cooperação China-Brasil, que comemorou seu 20º aniversário este ano.

Ela enfatizou os esforços colaborativos em diversas áreas, desde as mudanças climáticas até a pesquisa científica, em linha com as prioridades estratégicas identificadas durante a visita de Lula à China em abril do ano passado.

O Representante de Comércio Internacional e Vice-Ministro do Comércio da China, Wang Shouwen, reiterou a importância das relações sino-brasileiras, observando a parceria estratégica abrangente e o potencial para melhorar a cooperação nas áreas de energia renovável, inteligência artificial, produtos farmacêuticos e cuidados médicos.

Ele também apontou para o futuro promissor de um potencial acordo de livre comércio.


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