Análise: A dificuldade da equipe contra a Venezuela não se explica apenas pela ausência de Neymar Seleção brasileira

Logo após o apito final no Morumbi, na noite da última sexta-feira, torcedores insatisfeitos em redes sociais e sites de esportes estrangeiros encontraram a mesma explicação para o fraco desempenho do Brasil no Brasil. Vitória por 1-0 sobre a Venezuela: Ausência de Neymar.

Que o ás estava faltando para Seleção Não há dúvida quanto a isso, e isso fica evidente no caso de um dos maiores jogadores do mundo. Assim, ressaltamos que esta é a única causa do mau desempenho ou reacender o debate sobre a suposta dependência do atacante à distância.

Em primeiro lugar, lembre-se que Neymar jogou apenas 13 das últimas 25 partidas da seleção nacional, que conquistou a Copa América no ano passado mesmo sem ele..

As circunstâncias desta vez aumentam o efeito do desfalque, é verdade. Tete fez apenas dois treinos com o conjunto completo e, para além de Neymar, perdeu mais uma peça importante no sector ofensivo: Filipe coutinho, O jogador que o invoca com mais frequência.

Mas apesar dessas e de todas as outras considerações que podem ser feitas, espera-se que mais venha do Brasil. Se a estrela do PSG não pode jogar, há Gabriel Jesus, Roberto Firmino, Richarlison e outros atletas de elite do futebol mundial. Mas mais uma vez a equipe enfrentou uma enorme dificuldade para enfrentar um competidor atingido, Foi também contra a própria Venezuela em 2019, no empate sem gols na Copa América.

Tal como no ano passado, a Vinotinto fechou com cinco jogadores na defesa e outros quatro na frente, formando duas linhas muito compactas, como pode ver na imagem abaixo:

Venezuela fechou em 5-4-1 contra o Brasil – Foto: Reprodução

A genialidade de Neymar pode ter sido fundamental para quebrar essa barreira, mas também será possível com triângulos, dribles, ultrapassagens, chutes médios e longos …

O que vimos, porém, foi uma equipe que não tinha arriscado muito, estava no elenco em alguns momentos e havia trocado muitos passes (623), mas sem a velocidade necessária.

Tite repetiu novamente Esquema 2-3-5Desta vez, com Gabriel Jesus à direita, Richarlison na “Camisa 9” e Roberto Firmino com mais liberdade para sair da área. O atacante do Liverpool começou pela esquerda, mas a escolha aumentou quando ele trocou de posição com Everton Ribeiro, deixando o meia do Flamengo mais perto de Renan Lodi.

Se o gol de Richarlison não for cancelado aos sete minutos por conta de um obstáculo milimetrado, é bem possível que o Brasil vença jogando melhor e talvez até repita o que fez na estreia, quando esmagou a Bolívia por 5 a 0. E ele parecia teimoso em minar a energia e paciência da equipe que também havia cometido inúmeros erros técnicos, especialmente nas tentativas de virar ou bolas longas.

Aos 32 anos, essa mudança mostrou como poderia ser a estrada para o Brasil. Alan conseguiu desviar rapidamente para se livrar da marca e encontrou um passe rápido para Firmino, que se afastou da marca e arriscou entre as linhas venezuelanas com um chute de fora da área. Infelizmente, um momento raro na fraca primeira metade das Ilhas Canárias.

A forte vigilância da Venezuela tem dificultado a vida no Brasil – Foto: Nelson Almeida / Reuters

Percebendo a dificuldade criativa da equipe, na volta do segundo tempo, Tete Lucas Pacita coloca Douglas Luiz no lugar. O destaque estava nas duas primeiras rodadas da qualificação, e a roda do Aston Villa estava muito mais baixa desta vez.

Outra mudança foi Gabriel Jesus movendo-se para o centro, revertendo-o com Richarlison.

A equipa melhorou apesar das dificuldades, e chegou ao golo da vitória depois de uma boa triplicação, que é uma das virtudes de Tete, mas falhou no encontro. Richarlison, Pacita, Everton Ribeiro … e o gol de Firmino depois de uma disputa na região.

Na vantagem, o Brasil desacelerou e passou a dominar o placar nos minutos finais, dando mais decepção à pobre vitória. Pedro entrou de boa vontade, Everton Sebollin (novamente à direita) deu um novo fôlego, mas foi só.

Na terça-feira, a seleção enfrenta seu maior adversário nas eliminatórias: o Uruguai, em Montevidéu. Por outro lado, se precisar de uma ação mais defensiva, é muito provável que também encontre mais espaço para o ataque. Mas uma coisa é certa: o Neymar não jogará mais.

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