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Hran estuda filtro de segurança de aparelho de função pulmonar

A pesquisa será feita com 60 pacientes com alta carga viral de Covid-19

 

Por Redação, da Agência Brasil 
Distrito Federal | 24 de Junho de 2020, 10h00

60 pacientes com carga viral alta farão o teste para saber se o filtro é seguro ou não - Fotos: Divulgação

 

Com a pandemia do novo coronavírus e a aproximação do pico da doença no Distrito Federal, vários estudos estão sendo realizados no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), referência no atendimento de pacientes com Covid-19. O objetivo é descobrir como a doença, de fato, é transmitida e possíveis medidas para controlá-la ou evitar o contágio. Além de criar medidas de proteção para os profissionais que estão na linha de frente.

 

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Um desses estudos de grande impacto que está sendo desenvolvido é o que verifica a segurança de filtros de aparelho de função pulmonar. “A metodologia de estudo existe um risco biológico para ser realizada, porque os pacientes com à Covid-19 irão simular a realização de um exame de espirometria, com sopro forte no filtro e será colhido o swab nasal após o filtro. O teste será feito em 60 pacientes com pneumonia por Covid-19 e alta carga viral”, informa o chefe da Unidade de Pneumologia do Hran, Paulo Feitosa.

 

De acordo com o pneumologista, o público-alvo é o paciente extremamente transmissor para que seja descoberto se o filtro é seguro ou não. Se nesse paciente que tinha alta carga viral não houver a transmissão da Covid-19, o paciente que tinha pouca carga viral também não passa e o profissional estará seguro.

 

“As pessoas envolvidas no estudo terão segurança absoluta, estarão paramentadas. Além disso, foi feito um treinamento exaustivo da realização desse estudo, para entrar em campo, fazer. Então, nossos profissionais estarão seguros”, ressalta Paulo Feitosa.

 

Segundo ele este é um exame extremamente importante para analisar a função pulmonar e que vai resolver um problema muito sério, como por exemplo, a realização de cirurgia de pulmão, que não faz sem ele.

 

“O exame serve para alguns pacientes com câncer de pulmão, pois não há condição de operar sem este exame. É um teste de segurança para começar o processo cirúrgico. Este estudo, dando certo, vai causar um impacto muito grande, internacional”, avalia.

 

O estudo ainda não começou efetivamente. No entanto, a ação já foi ensaiada. A colocação e retirada de equipamentos de proteção individual (EPIs) e o comportamento em campo. Segundo Paulo, é um estudo muito arriscado porque trata-se do sopro de uma pessoa que tem larga condição de espalhar a doença.

 

*Com informações Secretaria de Saúde

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