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Campanha contra a gripe já alcançou 92,4% do público-alvo, no DF

Meta estipulada pelo Ministério da Saúde para cobertura vacinal é de 90%

 

Por Redação, da Agência Brasília 
Distrito Federal | 24 de Junho de 2020, 08h00

No total, 867.555 doses já foram aplicadas pelas redes pública e privada - Foto: Secretaria de Saúde

 

A Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe já entrou na fase final. Até o momento, as redes públicas e privadas já aplicaram 867.555 doses da vacina contra o vírus influenza. Nas unidades públicas, o número de vacinas aplicadas é de 849.080 doses.

 

A campanha de vacinação está em sua 23ª semana e conta com 128 salas de vacinas distribuídas por todas as regiões do Distrito Federal.

 

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A meta estipulada pelo Ministério da Saúde para cobertura vacinal é de 90% da população-alvo, índice que foi atingido pelo Distrito Federal na última sexta-feira (19), chegando a 92,4%. Apesar desse avanço, a campanha ainda não atingiu a meta de imunização para os grupos prioritários de crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e puérperas (mulheres com até 45 dias depois do parto). A Secretaria de Saúde continua convocando as pessoas desses grupos para que procurem uma sala de vacinação mais próxima.

 

Até o último levantamento, crianças de 6 meses a menores de 2 anos tinham 63,6% de cobertura vacinal; crianças de 2 anos a menores de 5 anos tinham 44%; crianças de 5 anos, 54,6%; gestantes, 52,9%; e puérperas, 60,8%. Todos esses grupos estão com coberturas vacinais abaixo da meta.

 

O secretário de Saúde do DF, Francisco Araújo, alerta a população do Distrito Federal para a importância da vacinação contra o vírus influenza. “Estamos no período mais propício para a propagação de doenças respiratórias. E a prevenção, por meio da vacina, é o melhor e mais seguro caminho para contermos a propagação de vírus e evitar doenças graves”, enfatizou.

 

Terceira fase

 

A vacina previne três tipos do vírus influenza: H1N1, H3N2 e B. A campanha começou no dia 23 de março.

 

No dia 4 de maio teve início a terceira fase, tendo em vista a disponibilidade de doses para vacinação do grupo que envolve crianças, gestantes e puérperas. Ainda em maio, pessoas com deficiência, professores da rede pública e privada e pessoas de 55 a 59 anos de idade foram incluídos na imunização.

 

Para aumentar a cobertura vacinal nesses grupos, a Secretaria de Saúde sugeriu às unidades de saúde e aos hospitais da rede algumas medidas de mobilização junto às suas respectivas comunidades. Maternidades públicas também estão aproveitando para vacinar gestantes e puérperas, mas o trabalho ainda não terminou.

 

“Estamos há uma semana para o encerramento previsto da campanha de vacinação contra a Influenza e, embora o Distrito Federal tenha superado a meta de 90% de cobertura vacinal, considerando todos os grupos, esse alcance da cobertura não ocorreu de forma homogênea, sendo que os grupos prioritários das crianças, das gestantes e das puérperas ainda não atingiu a meta preconizada. Ressaltamos a importância de que esses grupos estejam devidamente vacinados, com a finalidade de evitar as complicações, internações e óbitos em decorrência da influenza”, explica a enfermeira da Área Técnica de Imunização, Fernanda Ledes.

 

“Pedimos aos pais e responsáveis das crianças menores de 6 anos que levem seus filhos às unidades básicas [de saúde] para receberem não só a vacina contra influenza, mas também para atualização da situação vacinal conforme necessário. Da mesma forma recomendamos que as gestantes e as puérperas que ainda não foram vacinadas procurem a UBS e recebam as vacinas preconizadas”, complementou a enfermeira.

Contraindicações

 

A vacina é contraindicada para pessoas com histórico de reação anafilática em doses prévias da vacina. Contudo, na maioria dos casos as vacinas contra influenza têm um perfil de segurança excelente e são bem toleradas.

 

Pacientes que tenham alergia comprovada grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados podem receber a vacina, contanto que ela seja administrada em ambiente hospitalar. Para pessoas acamadas e com mais de 60 anos é possível fazer um agendamento para que a imunização seja providenciada em domicílio. A solicitação pode ser feita pelo telefone 160 ou na unidade básica de saúde (UBS) de referência do domicílio da pessoa acamada.

 

*Com informações da Secretaria de Saúde

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