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Alô, você está me ouvindo?

Por Hulda Rode, do Bem Mais Brasília 
Coluna Crônicas da Huldinha | 27 de Abril de 2020, 08h00

Foto: Reprodução/Internet 

 

Seja sincero com você mesmo:  A quarentena está sendo uma aula de civilização, não está? Uns são bicho do mato e outros piolhos urbanos. Tem gente que gosta de uma rotina frenética, e gente que não gosta de gente. E tudo bem!

 

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Com as mensagens rápidas, perdemos o hábito de nutrir as relações humanas e o ato de telefonar. As novas gerações não sabem o que é conversar com alguém em um orelhão, próximo ao quarteirão da sua casa. Em tempos de isolamento social, ativei alguns hábitos, como esse de ligar para as pessoas. A reciprocidade de quem atende são: trago más notícias ou estou precisando de alguma coisa. Na verdade, até estou: eu preciso de você!

 

Eu não telefono para preencher lacunas. Telefono, porque me importo com as pessoas essenciais na minha vida. Percebo que fomos engolidos por atribuições que julgamos ser prioritárias, e deixamos aquilo que nos mantém conectado com a gente mesmo e com o próximo.

 

Nos últimos anos, pisei o pé no freio. Minha dedicação tem sido para mim mesma, e aquelas pessoas que me dão canseira, estragam a minha cútis ou desalinham os meus chakras, eu me distancio. Ou seja, o essencial para cá, o superficial pra lá. Deixo pra amanhã, o que se pode deixar pra lá. E tudo bem!

 

Concentrar o dia naquilo que traz a percepção de boa convivência é resultado das nossas escolhas. É uma escolha pessoal me preocupar com você. Por que isso são momentos que se perdem na caminhada da vida. Sobre conversas de qualidade. Sobre conversar com intenção. Sim! Tenho segundas intenções com quem me cerca. Causa espanto? Você sabe as motivações pelas quais não consumo ansiolíticos? É o resultado da convivência com pessoas agradáveis.

 

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Pessoas agradáveis não são gente fofas. Não gosto de gente fofa. Gosto de gente sincera. Gosto de gente brava. Gosto de gente que tem crise de riso. Gosto de gente que dá um cochilo enquanto a gente conversa. Gosto de gente que senta à mesa e serve um café. Gosto de gente que serve um bolo quentinho. Gosto de gente que não olha no relógio. Gosto de gente que se importa em estar perto.

 

Telefonar é simples. É sobre um alô: você está me ouvindo? É sobre consumir com muita qualidade os minutos da franquia do seu telefone. Isso não é roubar tempo, mas investir tempo. Portanto, se alguém te ligar, desconecta um pouco, converse, diga o que você sente, e escute o que outro sente. São tantos novos aprendizados, costumes e surtos, que até os hormônios estão pirados. É uma explosão de choro, riso, medo, alegria, esperança e muita saudade. Quem não sente saudade?

 

Hulda Rode é escritora na Editora HR (www.editorahr.com.br) e colunista no Bem Mais Brasília.

 

Siga: @huldarode

 

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