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Jardim Botânico remove pinheiros para preservar o Cerrado

Medida, que faz parte do plano de manejo da estação ecológica do JBB, foi necessária para garantir a manutenção da flora nativa

 

Por Redação, da Agência Brasília 
Distrito Federal | 05 de Fev de 2020, 11h15

As árvores foram plantadas há mais de 50 anos, como experimento, mas estudos comprovaram os impactos negativos causados por essas espécies, que podem promover mudanças drásticas na flora nativa | Foto: Divulgação/JBB

 

A equipe técnica do Jardim Botânico de Brasília (JBB) removeu mais de 100 pinheiros e eucaliptos presentes em uma área de 2,3 hectares da estação ecológica. A ação, prevista no plano de manejo da unidade, tem o objetivo de retirar essas espécies exóticas invasoras para controlar a disseminação e cumprir a principal missão do JBB, que é a proteção e manutenção do Cerrado.

 

O plantio ocorreu há mais de 50 anos, como um experimento do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Muito tempo depois, estudos científicos comprovaram os impactos negativos causados por esse plantio, capaz de promover mudança estrutural e funcional da flora nativa.

 

A diretora de vegetação e flora do JBB, Priscila Rosa, pontua que é preciso acompanhar o crescimento e propagação dos pinheiros e eucaliptos, pois, quando essas espécies encontram condições de se reproduzir, acabam se tornando dominantes. “Ainda na época do experimento, foram inseridas de seis a oito espécies diferentes na área da estação ecológica, e duas se adaptaram melhor: Pinus elliotti e Pinus oocarpa”, conta. “São essas que temos que controlar para garantir a conservação e restauração de formações de Cerrado”.

 

Pesquisa científica

 

Um projeto importante realizado em parceria com pesquisadores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Universidade de Brasília (UnB) retirou pinheiros de outra área dentro da estação ecológica, e o resultado foi surpreendente. “O Cerrado se regenerou rapidamente graças ao plantio de sementes de espécies nativas”, comenta Priscila. “Os mutirões para retirada desses indivíduos serão feitos periodicamente para o cumprimento do nosso plano de manejo”.

 

Ameaça à diversidade

 

A iniciativa possibilitou o desenvolvimento de técnicas aplicadas ao manejo para melhorar a gestão e a conservação no interior de uma das áreas mais bem-conservadas do DF. Foi, ainda, uma oportunidade de realizar pesquisas de alto nível para produção científica e formação de profissionais, incluindo alunos de graduação e pós-graduação da UnB.

 

A invasão biológica é considerada uma das maiores ameaças à biodiversidade. Isso acontece quando espécies são transportadas, por acidente ou de forma intencional, para fora de sua região de ocorrência nativa, e encontram condições de se reproduzir. No caso dos pinus do JBB, a competição é acirrada com o Cerrado, pois esses se tornam indivíduos adultos em três anos e já são capazes de espalhar sementes. “Algumas espécies do nosso bioma levam até 20 anos para se estabelecer e se desenvolver; um competidor mais forte acaba tomando o espaço”, explica Priscila.

 

Combate aos incêndios

 

Além dos problemas relacionados à dominação da área, a presença dessas espécies pode contribuir para a propagação de incêndios florestais. “Essa região específica é muito importante no combate às chamas, pois tem muitas rochas e não deixa o fogo subir para a área de visitação do Jardim Botânico”, atenta o gerente de preservação do JBB, Pedro Cardoso, lembrando que os pinus são altamente inflamáveis. “A vegetação nativa daqui é bem rala e, naturalmente, dificulta a propagação dos incêndios”.

 

*Com informações do JBB

 

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