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MC Bandida: "Não preciso me vender para estar onde estou"

Em entrevista exclusiva ao portal Bem Mais Brasília, a funkeira que está lançando um novo trabalho, revelou curiosidades da vida pessoal e artística

 

Por Guilherme Vicente, do Bem Mais Brasília 
Entrevista | 01 de Fev de 2020, 12h00

Bastidores da gravação do videoclipe "Solta o 150". Da esquerda para a direita, a estudante Nara Brito e as influenciadoras digitais Agda Carvalho, Laina Aragão, Luanda Silva, Raiza Morena, Rosana Caldas, Henia Aquino, Débora Souza e Anne Carolina. Foto: Arquivo Pessoal/MC Bandida 

 

Com um corpo de fazer inveja a qualquer um, a funkeira MC Bandida é sensação onde chega. Nada discreta, a cantora e compositora chama a atenção e deixa muito marmanjo babando por onde passa. A mulherada também não deixa de dar aquela olhadinha, umas admirando a sensualidade da artista, outras reprovando o estilo provocante adotado por ela. 

 

Moradora da Região Administrativa do Varjão desde criança, Valéria Santana, a mulher por traz da Bandida, conta que sempre teve afinidade com a música. Na adolescência, organizava e participava de grupos de dança na cidade. Já adulta, aos 26 anos de idade, criou a MC Bandida, com o objetivo de alavancar a carreira artística que ela começava a trilhar na cena musical de Brasília

 

Em entrevista exclusiva ao Bem Mais Brasília, Valéria revelou detalhes da vida pessoal, os desafios que enfrenta no cotidiano como MC e as decepções que teve com amigos e familiares. “Muitas pessoas se afastaram de mim”, conta. Para a cantora, a mulher que se dispõe a fazer funk precisa ter muito jogo de cintura para lidar com a discriminação, consequência de uma sociedade machista e preconceituosa. “Você tem que ter fé, mas também tem que trabalhar todos os dias para mudar isso. Nada vai cair do céu!”, afirma. 

 

Neste sábado 1º de fevereiro , será lançado o seu mais novo trabalho: o videoclipe “Solta o 150”. A produção contou com a participação das influenciadoras digitais Agda Carvalho (@negra_e_estilosa), Anne Carolina (@anne_carolina_ferreira), Debora Souza (@debora.osouza), Henia Aquino (@heniaaquino), Laina Aragão (@lainaaragao), Luanda Silva (@luanda_silva), Raiza Morena (@morena_check), Rosana Calldas (@rosanacalldas) e a estudante de Designer de Interiores, Nara Brito (@narinhacapecchi).

 

Bem Mais Brasília – Quem é a MC Bandida?

 

Valéria Santana: A MC Bandida é uma personagem que eu criei a sete anos atrás para mostrar o que eu mais gosto de fazer, que é cantar e dançar.

 

Bem Mais Brasília – E quem é a Valéria Santana, a pessoa por trás deste personagem?

 

Valéria Santana: Uma batalhadora! Guerreira! Brasileira!

 

Uma mulher que estuda, trabalha de segunda a sexta-feira na CEB – Companhia Energética de Brasília – e aos finais de semana, apesar de ser muito difícil, vai atrás do sonho. Que luta diariamente contra o preconceito e discriminação.

 

Eu não sabia que tinha tantos inimigos. As pessoas me odeiam sem nunca terem parado para falar um “oi comigo”, não me conhecem.

 

Bem Mais Brasília – Início de carreira é difícil para todo mundo, independente da profissão, para artista então... Você em algum momento pensou em desistir do sonho de cantar e trabalhar para viver da música?

 

Valéria Santana: Já me senti muito desestimulada por causa dos “haters”, mas, nuca pensei em desistir. Eu sou muito focada no que eu quero. Se eu colocar na minha cabeça que eu vou fazer você pode ter certeza que eu vou fazer, independente de qualquer coisa que aconteça.

 

Bem Mais Brasília – Hoje a Bandida é uma pessoa muito influente e assediada nas redes sociais. Só no Instagram você tem 1 milhão de seguidores. Como a Valéria lida com essa questão do assédio no seu dia a dia? As pessoas confundem muito as coisas?

 

Valéria Santana: Eu gosto do assédio (risos). Artista gosta de ser elogiado. Aliás, quem não gosta de receber um elogio, não é? Só que muita gente acaba confundido um pouco sim. Acha que por que você posta uma foto mais sensual você está querendo se vender.

 

Bem Mais Brasília – Já te fizeram algum tipo de proposta?

 

Valéria Santana: Todos os dias. Já recebi propostas riquíssimas. 10, 15, 20... 50 mil reais.

 

Bem Mais Brasília – Pessoas conhecidas de Brasília?

 

Valéria SantanaSim, da mídia. Político também!

 

Bem Mais Brasília – E você aceitou alguma dessas ofertas?

 

Valéria Santana: Não. Eu não preciso me vender para estar onde estou. Não preciso fazer teste de sofá para conseguir participação em um evento ou convite para um programa de televisão. As pessoas me dão espaço por que gostam do meu trabalho. Este tipo de coisa é inaceitável para mim, vai contra toda a educação que eu recebi.

 

 

Bem Mais Brasília – Em 2014 você foi candidata a deputada distrital. Concorreu a uma das casas legislativas mais tradicionais do Brasil e não foi eleita. Na sua opinião, o fato de você ser mulher e funkeira corroborou para este resultado?

 

Valéria Santana: Sim, o fato de você ser mulher dificulta a sua entrada em muitos lugares. E quando se é funkeira, que trabalha mais esse lado sensual, acaba sofrendo um pré-julgamento muito grande de que não tem competência intelectual para montar um projeto de lei, por exemplo, e com isso acabam por optar por aqueles que se escondem de terno e gravata por traz das palavras de Deus e quando estão em casa batem nas esposas, maltratam os familiares, descriminam os homossexuais, marginalizam os pobres. E no final, nada muda!

 

Bem Mais Brasília – O funk é um estilo que fala sobre sensualidade e erotiza o corpo feminino. Enquanto funkeira, você já chegou a sofrer algum tipo de censura?

 

Valéria Santana: Sim. O YouTube censurou o videoclipe “Coelhinho”, que teve milhares de views em poucos dias, e isso prejudicou parcialmente a minha carreira. Eu fui banida da plataforma com a exclusão do meu canal. Não cheguei nem a ser avisada. Não disseram o porquê, nem quais os critérios foram utilizados para a tomada dessa decisão.  

 

Bem Mais Brasília – O funk é uma expressão artística da periferia e a gente sabe que a periferia sofre desde sempre todo o tipo de discriminação que existe. Com o funk, é diferente?

 

Valéria Santana: Nem um pouco. Só que as oportunidades que o funk dá são muito maiores. O sonho de quem nasce na periferia é ser jogador de futebol ou funkeiro, por que são as formas mais fáceis de uma pessoa pobre subir rápido na vida.

 

Bem Mais Brasília – Atualmente você tem feito muitas apresentações fora do Distrito Federal e isso mostra o quanto você é reconhecida no Brasil. Algum dia você imaginou que estaria onde você está hoje?

 

Valéria Santana: Nunca, nunca pensei! O funk proporcionou muitas coisas boas na minha vida. Hoje eu tenho 45 parceiros, isso inclui salão, lojas de roupas, lojas de bijuterias e restaurantes, sem contar as viagens que eu faço, e recebendo por isso.

 

Bem Mais Brasília – O brasiliense tem visto você em outdoors nos últimos dias. Conta para a gente que novidade é essa...

 

Valéria Santana: Então, fui contratada recentemente para estrelar a campanha publicitária de um motel aqui de Brasília. Essa peça está em um outdoor as margens da Via Estrutural (EPCL) e deve ser colocada em outros pontos estratégicos da cidade (risos).

 

Bem Mais Brasília – O que os fãs da MC Bandida podem esperar para este ano? Eu vi que vai ter lançamento de clipe novo. É verdade?

 

Valéria Santana: Sim, este ano vamos trazer muitas novidades, e para começar tem lançamento do videoclipe “Solta o 150”, no YouTube, com as digitais influencers de Brasília, dia primeiro de fevereiro. Está muito legal a produção, tenho certeza que a galera vai curtir bastante.

 

Bem Mais Brasília – Para finalizar a nossa entrevista. Se você pudesse voltar no tempo para dar um conselho a idealizadora da MC Bandida, que conselho daria?

 

Valéria Santos: Você pode ser legal sem ser boba!

 

Solta o 150

 

*Atualização em 1º de fevereiro, às 19h,  para incluir o videoclipe "Solta o 150".

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