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Solidariedade, empatia e indiferença

Por Hulda Rode, do Bem Mais Brasília
Coluna Crônicas da Huldinha | 06 de Jan de 2020 - 09h03

Foto: Reprodução 

 

A virada de ano não é apenas uma mudança no calendário. É um tempo que renasce em cada um de nós o desejo de mudar, de projetar, de sonhar e de ser a melhor versão para si e para quem nos cerca.

 

É tão agradável aos nossos ouvidos ouvir de alguém: Nossa, você está bonita (o) hoje! Ual! Como você está diferente!. Expressões de afirmação oriundas de outras pessoas nutrem a nossa alma.

 

Mas o conteúdo das crônicas de Huldinha desta semana não será sobre experiências que vivemos de outras pessoas, será um breve relato sobre algo que vivi na virada de 2019/2020, porque envolve pessoas.

 

O desejo do meu coração para a festividade natalina é que ele fosse diferente dos eventos que estou acostumada a viver todos os anos. Entra ano e sai ano, e nós confraternizarmos com amigos, clientes e familiares.

 

No último, eu celebrei o tempo com os amigos, com os clientes e com os familiares, mas o meu maior presente foi dado a mim mesma. Todavia, se toda ação gera uma reação, é óbvio que toda decisão gera um efeito colateral.

 

Mudar é sinônimo de aprender, mas mudar é sinônimo de cortar o cordão umbilical. Existem etapas em nossas em vidas que devem ser vividas no tempo certo, na maneira certa e na velocidade certa. O lugar de ser feliz é aqui.

 

É importante ter um tempo para si, de auscultar-se e de viver em paz. Mas é também importante sentir-se vulnerável, medo ou frágil. Ninguém é uma ilha, não nascemos prontos e nosso objetivo final em nosso curso de vida é não terminarmos essa jornada sozinhos.

 

Na véspera do meu Natal, uma pane elétrica em meu carro me ensinou a viver uma festividade ainda melhor do que os filmes hollywoodianos. Ensinou-me a ser vulnerável, a sentir medo do novo, a sentir-se acolhida por um amigo que chegou tão recente em minha e a sentir-me dependente de Deus. De igual forma, na minha noite de Ano Novo, em que novamente eu fiquei desassistida pelo sistema de transporte, mas acolhida por amigos.

 

Existe um princípio de Stephen Covey que eu aplico em muitas situações na minha vida, mas nos episódios adversos eles são ferramentas poderosas. Já ouviu falar sobre o princípio 90/10?

 

Covey defende que os 10% da vida estão relacionados com o que se passa com você, os outros 90% da vida estão relacionados com a forma como você reage ao que se passa com você. O que isto quer dizer?

 

Realmente, nós não temos controle sobre 10% do que nos sucede. Não podemos evitar que o carro enguice, que o avião atrase, que o semáforo fique no vermelho. Mas, você é quem determinará os outros 90%.

 

Se 90% considerarmos como a maior parte do todo, ou seja, o todo está conosco.

 

Essa foi a minha reação de seguir em frente, de fazer o que precisava ser feito, e nas duas ocasiões a pauta era celebração. Celebrei cada instante, e o sentimento de gratidão nunca fez tanto sentido em minha vida. Porque ao longo de 365 dias, apenas 2 dias de adversidades não poderiam excluir toda a vivência extraordinária que eu tive ao longo do ano.

 

Empreendi. Sim! O Brasil não parou no final do ano, e as principais rodadas de novos negócios da Editora HR aconteceram na reta final. Empreendedor têm a consciência de situações adversas pegam pelo estomago, tiram o sono, e desconheço projetos de sucesso que não têm em seu registro histórico alguma situação conflitante. Somos movidos pelo nosso propósito ou pelos nossos problemas?

 

Qual a lição eu pude tirar desta situação de permanecer 13 dias sem automóvel em uma capital federal que depende de veículo automotor para a realização de quase todas as atividades?

 

Gratidão pelos amigos que tenho e pelas pessoas auxiliadoras que chegam em nosso curso de existência. Eu sempre fui a pessoa que recebe demanda e resolve problema, e pouco demanda. Gratidão por meus clientes por estarem em férias, pois o dano seria maior.

 

Gratidão por ter 13 dias de oportunidades para realizar o meu planejamento para o ano de 2020 e para a próxima década. Geralmente, eu planejo no mês de outubro, mas minha agenda não permitiu essa realização. O tempo de silêncio e de escuta de mim mesma, permitiu olhar para o meu propósito de vida, para a minha missão de vida, para os meus objetivos, metas e custos de projetos. Um tempo para colocar a casa interna em ordem, tanto da Pessoa Física, quanto da Pessoa Jurídica.

 

Gratidão por não ser uma pessoa que rege a vida por meio de bens materiais. Eu não tenho apego por coisas. Apego-me as pessoas, porque a vida é o meu maior patrimônio.

 

Mas a minha experiência sem veículo em festividades na capital federal foi caótica. Os sistemas de aplicativos 99 e Uber, trabalham um marketing sensacional, porém, a prestação de serviços é ineficaz e os motoristas são estúpidos em sua maioria, especialmente com mulheres. Os ônibus e os metrôs são muitos, mas não nos levam em todos os lugares e em todos os horários. E os táxis? Informam a indisponibilidade para algumas regiões. Indisponibilidade ou falta de interesse? Precisamos repensar sobre a política de atendimento também para mobilidade urbana.

 

Vamos modelar com o sistema de transporte da cidade de Gramado (RS)? Dizem que é a Europa brasileira, mas ali é um reflexo de educação, e pouca relação com a comunidade europeia. Porque a Europa não é aqui, embora eles tenham raízes e costumes de lá.

 

São taxistas extremamente selecionados e educados, com qualquer perfil de público. Porque o cérebro do ser humano, não é azul, nem rosa: é cinza. É necessário não fazer acepção de pessoas, e tampouco de gênero.

 

A sobrevivência em meio ao caos é uma mistura de solidariedade, empatia e indiferença, porque a sociedade está acostumada a encontrar em pessoas “resolvidonas” apenas qualidades de força, agilidade e capacidade de resolver problemas, e muito pouco, vulnerabilidade e fragilidade.

 

Se nós queremos uma sociedade mais humana, precisamos compreender esses fenômenos que acontecem com qualquer pessoa. É natural que 10% de qualquer acontecimento não seja controlável, mas é essencial que sejamos solidários, empáticos e pouco indiferentes.

 

Resiliência não é apenas força, é foco, é gratidão, por fechar um ano de 2019 extraordinário com uma situação adversa, e iniciar um novo ano, com desafios novos, e ainda permanecer grato, tendo a consciência de mudar é sinônimo de aprender. A vida continua sendo uma escola. A vida continua sendo uma oficina mecânica em que você troca os pneus com o carro em movimento. A vida não para. Não para não.

 

Hulda Rode é escritora na Editora HR e escreve quinzenalmente para o Bem Mais Brasília. As crônicas de Huldinha falam sobre vida e sobre gente de Brasília, e sobre esse cotidiano que nos cerca.

 

E-mail: huldarode@gmail.com

@huldarode

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