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Forma de aplicação do Enem mudará

Por Mariana Tokarnia, da Agência Brasil 
EducAÇÃO | 09 de Nov de 2019, 11h22

Foto: Reprodução 

 

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) passará por uma série de mudanças nos próximos anos, entre elas, passará a ser aplicado por computador e terá que ser reformulado para avaliar estudantes de um novo modelo de ensino médio. Mesmo assim, de acordo com especialistas, não perderá força, e continuará sendo porta de entrada para o ensino superior do Brasil e de universidades estrangeiras. 

 

“Teremos mudanças estruturais, mas não vejo dificuldade conceitual nessas mudanças. É questão de adaptação que, em breve, todas as instituições estarão adaptadas à nova estrutura do ensino médio e como consequência, ao exame”, diz o presidente da Associação Brasileira de Avaliação Educacional (Abave) e integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE), Joaquim Soares Neto.  

 

“O Enem é um instrumento muito poderoso. A juventude vê o Enem como excelente caminho em busca de vaga em instituição de ensino superior no Brasil e no exterior”, complementa.

 

O ensino médio, deverá, de acordo com lei promulgada em 2017, passar por mudanças. Os estudantes de todo o país passarão a ter uma parte do conteúdo comum a todas as escolas e, parte que poderá ser escolhida por eles. As escolas deverão ofertar itinerários formativos em linguagens, ciências da natureza, ciências humanas, matemática e ensino técnico. 

 

O Enem terá então que ser reformulado para melhor avaliar esses estudantes. “É ver como o Enem vai se adaptar à questão do itinerário formativo isso tudo é desafio sim”, diz Neto. Algumas propostas foram feitas em gestões anteriores, de que a prova avaliasse apenas a parte comum do currículo ou mesmo que um dia avaliasse a parte comum e o outro, o itinerário escolhido pelo estudante. 

 

Ainda não há uma definição, mas há a sinalização, por parte da atual gestão do Ministério da Educação (MEC), de que haverá vários modelos de prova. 

 

Mais questões 

 

Segundo o vice-presidente da Abave e professor da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto (SP), Reynaldo Fernandes, um dos desafios tanto para adequação ao novo ensino médio, quanto para o Enem digital será ampliar o chamado Banco Nacional de Itens (BNI). O banco reúne todas questões elaboradas e testadas para serem aplicadas no Enem. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) não revela quantas questões há nesse banco.

 

Segundo Fernandes, tanto para possibilitar a elaboração de várias versões de prova quanto para viabilizar o Enem digital, esse banco precisa crescer.  “Precisava ter de 20 a 30 mil itens e, para isso, precisava ter gente fazendo isso a todo tempo”, diz. 

 

Fernandes presidia o Inep quando o Enem foi reformulado, em 2009, para se tornar hoje porta de entrada para o ensino superior. Até então, a prova criada em 1998 servia para avaliar o ensino médio. “Acho que ninguém mais pensaria em voltar atrás”.

 

Para evitar fraudes e vazamentos, como o que ocorreu em 2009, na primeira aplicação, e levou ao cancelamento e posterior reagendamento da prova, Fernandes defende que é importante que cada aplicação tenha vários modelos de prova. O sistema de elaboração e de correção da prova, pela teoria de resposta ao item (TRI) faz com que as provas tenham um mesmo nível e que os estudantes sejam avaliados da mesma forma. 

 

Ele defende ainda que o Enem seja aplicado mais de uma vez por ano. “O problema de fazer uma única prova é que se der qualquer azar põe tudo num único dia para os estudantes. Essa é a grande mudança que temos que fazer”, diz. A ideia vai ao encontro dos planos da atual gestão. O governo pretende digitalizar integralmente o Enem até 2026 e, com isso, aumentar o número de aplicações. 

 

Usos do Enem

 

O Enem é hoje uma das principais formas de ingresso no ensino superior. Todas as universidades federais do país usam o Enem de alguma forma, seja como processo seletivo único, seja como uma das formas de admissão. O exame cresceu também entre as universidades privadas. 

 

“O Enem é uma prova que coloca todos os alunos na mesma régua”, diz a presidente da Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup), Elizabeth Guedes. A Anup reúne atualmente 247 instituições de ensino particulares associadas com mais de 2 milhões de alunos de graduação.

 

“Os alunos com notas superiores no Enem geralmente são aceitos com bolsas de estudos, muitas vezes integrais, e são disputados pelas particulares. Porque a correlação entre um Enem alto e um aluno proativo, inteligente, capacitado é muito relevante”.

 

Três a cada quatro estudantes que cursam o ensino superior estão matriculados em instituições particulares, ou seja, essas instituições concentram 75,3% das matrículas de todo o ensino superior. 

 

Além das bolsas concedidas pelas próprias instituições, Elizabeth destaca as bolsas ofertadas por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni), federal. A política, segundo ela, é importante para a inclusão. “Alunos do Prouni são alunos de baixa renda. São muitas vezes os primeiros a terem acesso a ensino superior nas suas famílias”. 

 

Enem 2019

 

No último domingo (3), 3,9 milhões de estudantes fizeram as provas de linguagens, ciências humanas e redação. Neste domingo (10), os participantes fazem as provas de matemática e ciências da natureza. 

 

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