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Clima: 11 mil cientistas alertam para "sofrimento incalculável"

Por NHK, via Agência Brasil 
Mundo | 06 de Nov de 2019, 11h56

Foto: Reuters/Stephen Lam/Direitos res

 

Para marcar os 40 anos da primeira conferência mundial sobre o clima, realizada em Genebra em 1979, mais de 11 mil cientistas de 153 países alertaram para o "sofrimento incalculável" que as alterações climáticas irão provocar, a menos que haja grandes transformações na sociedade.

 

“Declaramos clara e inequivocamente que o planeta enfrenta uma emergência climática”, dizem os cientistas na revista BioScience, em artigo publicado nessa terça-feira (5). “Para garantir um futuro sustentável, precisamos mudar a forma como vivemos”.

 

“Isso implica grandes transformações no modo como a sociedade global funciona e interage com os ecossistemas naturais”, acrescentam os cientistas, alertando ainda que não há tempo a perder.

 

“A crise climática já chegou e avança mais rápido do que a maioria dos cientistas esperava. É mais grave do que se pensava e ameaça ecossistemas naturais e o destino da humanidade”.

 

As medidas sugeridas pelos especialistas passam por deter o crescimento populacional – atualmente há mais 200 mil pessoas no mundo a cada dia -, reduzir a utilização de combustíveis fósseis por meio da aplicação de taxas e substituindo-a por energias renováveis, impedir a destruição de florestas e diminuir o consumo de carne.

 

Áreas da terra inabitáveis

 

Outra prática que traz “sinais profundamente perturbadores” em termos de clima é a atividade aérea, com o número de passageiros aumentando significativamente. “A crise climática está ligada ao excessivo consumo de um estilo de vida rico”, defendem os especialistas.

“Essas reações climáticas em cadeia podem causar perturbações significativas nos ecossistemas, na sociedade e nas economias, tornando vastas áreas da terra inabitáveis”, advertem.

“A boa notícia é que uma mudança, com justiça social e econômica para todos, levará a um bem-estar muito superior àquele que sentimos atualmente”.

Os mais de 11 mil cientistas de 153 nacionalidades colaboraram para a elaboração dessa mensagem. O professor William Ripple, principal autor do comunicado, diz ter sentido a necessidade de passar a mensagem para que sejam entendidas todas as causas e efeitos dessa crise, e não apenas os problemas mais abordados como as emissões de carbono e o aumento da temperatura global.

 

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