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O que buscamos para 2019?

Por Hulda Rode, da Editora HR
Artigos | 03 de Janeiro de 2018 às 11:11h

 

O ano de 2019 se aproxima. A palavra de ordem nessa época de transformação no calendário é de busca. A nação brasileira é adepta às listas de resoluções. Bom mesmo é preparar as metas, ações e objetivos a serem cumpridos no ano seguinte. Nesse momento, a esperança se renova e o desejo do coração é de trazer os sonhos para perto.

 

Um estudo do Centro de Pesquisas Rachid Mohmad Chibib da Faculdade PIO XII do Estado do Espírito Santo revelou que os maiores sonhos das famílias para o próximo ano estão na busca de um equilíbrio emocional. Os entrevistados disseram que 32,90% querem ter mais saúde; 26,29% anseiam em ter tempo de qualidade com os familiares; 34,03% buscam mais segurança e 16,77% preferem ter mais diálogo e brigar menos. Ou seja, o brasileiro quer estar perto de pessoas.

 

Na contramão dessa pesquisa, o cenário nacional brasileiro busca uma agenda de reformas estruturantes, como por exemplo, no sistema fiscal. A tributação brasileira é uma colcha de retalhos, complexa, oscilante, anacrônica, não transparente e pesada. O regime abre margem para a ilegalidade e mantém uma guerra fiscal entre os Estados e Municípios. Em dezembro, uma Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou o texto da Proposta de Emenda à Constituição 293/04, que analisa a reforma tributária.

 

O novo regime entrará em vigor a partir de 2019 e levará 15 anos para ser totalmente modificado, mas até o momento há uma tempestade de perguntas sem respostas: Como ficam as desonerações? Como ficam as concessões de benefícios fiscais? Como ficam as alíquotas? Como o mercado vai reagir a essa unificação de impostos? Vai simplificar ou vai complicar?

 

Toda mudança pode ser propositiva, e diz que quando a “economia vai bem, o Brasil vai bem”. A expectativa do mercado é balizar os gargalos que agonizam a nação há décadas e que as atividades econômicas cresçam e se tornem mais competitivas. O Brasil pode mais e tem todas as condições para isso.

 

Sabe-se que agenda de reformas deverá continuar, mas a sociedade também é provocada a melhorar os seus comportamentos. Em tempos de corrupção, crise e estrangulamento das instituições públicas, as pessoas que movem esse Brasil não representam apenas uma classe de trabalhadores. Essas pessoas vivem outro contexto tão importante quanto: as famílias, e por isso, o que ela quer de verdade é cercar-se de pessoas.

 

Portanto, é preciso buscar a paz social, respeitar as divergências de opiniões, e entender que cada pessoa faz parte de um mundo. Em 2019, o que o mundo busca e espera das pessoas e das autoridades que nele vivem é responsabilidade.

 

 

 

 

- Hulda Rode é jornalista, escritora e diretora-executiva da Editora HR.

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