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Deputados do MDB estão na mira da investigação no caso Marielle

A suspeita é que a execução da vereadora teria sido motivada por vingança

 

Da Redação, Brasil de Fato 
Política | 11 de Agosto de 2018 às 11:04h

 [A execução da vereadora e do motorista Anderson Gomes completa no próximo dia 14 cinco meses sem solução.
Foto: Reprodução]

 

Novas informações divulgadas sobre a investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes envolvem deputados estaduais do MDB. Os parlamentares investigados são Edson Albertassi, Jorge Picciani e Paulo Melo, todos estão presos desde o ano passado por envolvimento na máfia dos transportes de ônibus no Rio de Janeiro.

 

A revelação foi feita pelo deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) para a revista Veja e a TV Globo. O deputado se reuniu com dois delegados da Divisão de Homicídios da Polícia Civil e procuradores do Ministério Público Federal (MPF) no dia 14 de junho para discutir o suposto envolvimento dos parlamentares do MDB no caso Marielle. Em entrevista concedida ao programa RJ TV, Freixo cobrou a investigação dos deputados estaduais do MDB e disse que prestará depoimento assim que for chamado.

 

Na suspeita da linha de investigação que envolve o alto escalão dos políticos do MDB do Rio, o assassinato de Marielle seria uma vingança contra Freixo que era muito próximo a vereadora. O deputado do PSOL destacou que uma ação de denúncia movida pelo seu partido contra a indicação de Albertassi a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) está sendo investigada pela polícia como uma das motivações do crime.

 

A ação movida pelo PSOL teria impedido uma manobra política dos três deputados do MDB para escapar da Operação Cadeia Velha, que investigava Melo, Picciani e Albertassi. Caso Albertassi tivesse conseguido a vaga no TCE,  o parlamentar passaria a ter foro privilegiado e seu processo seria levado ao Superior Tribunal de Justiça e não à Justiça comum, o que atrasaria o andamento de toda a operação. Contudo, a oposição, liderada pelo PSOL, conseguiu uma liminar na segunda instância impedindo a posse de Albertassi. O deputado junto com seus outros dois colegas foram presos dias depois sob a acusação de receber mais de R$100 milhões da máfia dos ônibus.

 

A divulgação de mais uma linha de investigação ocorreu um dia depois do ministro da Segurança Pública declarar em entrevista que agentes do estado e políticos estão envolvidos no crime.

 

A defesa de Albertassi afirmou à imprensa que o envolvimento do seu cliente no assassinato de Marielle e Anderson não passa de “hipótese fantasiosa, indigna de fé”. Já Picciani por meio de nota declarou que “Marcelo Freixo age de forma irresponsável, sem nenhum limite ético na sua ambição política”. Já Paulo Melo não se manifestou.

 

A execução da vereadora e do motorista Anderson Gomes completa no próximo dia 14 cinco meses sem solução. Até o momento nenhum suspeito foi formalmente apontado. A investigação permanece sob sigilo.
 

Edição: Brasil de Fato RJ

 

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