últimas notícias.

Sertanejos fazem live solidária contra o câncer infantojuvenil

O virtual está cada vez mais presente na nossa vida

OMS: mortes ligadas à covid-19 dispararam na Europa desde março

PGR se manifesta contra pedido para apreender celular de Bolsonaro

Ministro da Justiça pede ao STF suspensão de oitiva de Weintraub

PF investiga desvio de verbas na Prefeitura de Uberaba

1/5
Please reload

Geddel Vieira Lima: o sujo que falava dos mal lavados

Por Guilherme Vicente, do BMB
Coluna entre "ASPAS" | 09 de Setembro de 2017

 Geddel foi preso preventivamente no dia 3 de julho de 2017 por tentativa de obstrução à Justiça. (Foto: Ruy Baron/Valor/Folhapress)

 

Quem não se lembra de Geddel nos protestos de 2015, vestido com uniforme da seleção brasileira de futebol, dizendo que “ninguém aguenta‘va’ mais tanto roubo”? Poxa! É sério mesmo que ninguém se lembra? Caramba! Agora eu estou entendendo aquele dizer popular “brasileiro tem memória curta”. Se não tem memória, relembramos aqui.

 

Tudo começou em junho de 2013. Milhares de pessoas ocuparam as ruas de São Paulo contra o aumento de R$ 0,20 nas tarifas de ônibus da capital. Foram dias de protestos em frente às sedes do poder executivo e legislativo do município e do estado. Algumas pessoas mascaradas começaram a depredar o patrimônio público e privado da cidade utilizando táticas black bloc. A polícia respondeu violentamente com armas de efeito moral. Centenas de pessoas ficaram feridas, entre elas trabalhadores e pais de família. Nem a imprensa saiu ilesa. As cenas eram de guerra. Lamentáveis!

 

A ação policial causou revolta nacional e, em efeito dominó, as ruas das principais capitais do país começaram a ser tomadas pelo povo no dia seguinte em apoio aos manifestantes paulistanos. Os brasileiros não fugiram à luta! Intimidado, o governo se viu obrigado a mandar a polícia recuar.

 

Tarde demais

 

O aumento foi revogado. Não satisfeitos, os brasileiros se recusavam a deixar as ruas e voltar para suas casas. Tinham entendido que o poder emana do povo. Saiam do trabalho direto para os levantes. Motivos? Tinham de sobra: falta de segurança, sistema de saúde na UTI e a educação pedindo socorro enquanto bilhões eram gastos com a realização da Copa do Mundo, uma vergonha dentro e fora de campo.

 

O gigante acordou

 

Os estados da federação ficaram pequenos. O povo marchou rumo a Brasília. Havia um recado claro e objetivo: “ou param a roubalheira ou paramos o Brasil!”. Amedrontados, parlamentares subiram na tribuna para dizer que era preciso escutar as vozes das ruas. Promessas vagas eram feitas. Como de costume. A então Presidenta Dilma Rousseff tentou atender aos anseios populares. No Palácio do Planalto, recebeu as lideranças dos movimentos sociais para ouvir a pauta de reivindicações e formular uma proposta a ser encaminhada ao Congresso Nacional, mas, como todos sabem, uma andorinha só não faz verão. Ela começou a sofrer um boicote parlamentar que culminou no pedido de impeachment. Assim, ela ficou impedida, a partir de 31 de agosto de 2016, de concluir seu segundo mandato. Um dos maiores vexames enfrentados pela jovem democracia brasileira.

 

A onda de protestos perdurou! Chegou 2014, ano da Copa do Mundo e das eleições presidenciais, um ano marcado por várias manifestações – até então saudáveis, a meu ver.

 

A partir de 2015, os protestos perderam o foco. A classe de maior poder aquisitivo resolveu sair de casa também e ocupar as ruas. Tiraram as camisetas oficiais da seleção brasileira de futebol dos armários, esquecidas desde o episódio do 7 X 1. Se vestiram e entraram no jogo com direito a coreografia ensaiada, espumante e babá a tira colo. Afinal de contas, não dá para protestar e cuidar das crianças ao mesmo tempo, né?

 

Foi em uma dessas vergonhosas manifestações que o ex-deputado federal Geddel Vieira Lima (PMDB – BA) disse a um repórter que “ninguém aguenta‘va’ mais tanto roubo”.  Isso aconteceu em Salvador, mais especificamente no Farol da Barra, no dia 16 de agosto de 2016. Lembraram agora?

 

Mas que “ninguém” era esse a que o deputado se referia? O brasileiro que morre diariamente nas filas dos hospitais sem atendimento médico? O brasileiro que passa sede e fome no interior do País? O brasileiro que assiste aulas em salas improvisadas, muitas de taipa? Ou os brasileiros GEDDEL e companhia que estavam preocupados com a possibilidade de ficarem sem ter o que roubar?

 

 Dinheiro apreendido pela Polícia Federal em apartamento ligado a Geddel Vieira Lima em Salvador, Bahia. (Foto: Ruy Baron/Valor/Folhapress) 

 

Pelo visto, valeu a pena colocar o time em campo. Ter suado a camisa garantiu ao pemedebista mais de 51 milhões de reais. Isso que a Polícia Federal apreendeu na última terça-feira (5) em um de seus apartamentos de luxo na capital soteropolitana. Ainda resta uma dúvida: serão apenas 51 milhões o total de propinas recebidas por ele nos últimos anos? Ou será que esse valor não passou de uma distração para tirar o foco de algo bem maior que esses “míseros” milhões? Afinal, deixar um valor desse armazenado em malas e caixas de papelão em um apartamento de luxo deveria causar, no mínimo, estranheza em qualquer cidadão em sã consciência. Como diz o ditado, “quando a esmola é muita, o santo desconfia”. Sei não, viu? Acho que esse terço não é nem metade da missa. Anota aí: ainda vão achar muito caroço neste angu.

 

 

 

Please reload

comente.
recomendados para você.

Sertanejos fazem live solidária contra o câncer infantojuvenil

O virtual está cada vez mais presente na nossa vida

OMS: mortes ligadas à covid-19 dispararam na Europa desde março

PGR se manifesta contra pedido para apreender celular de Bolsonaro

Ministro da Justiça pede ao STF suspensão de oitiva de Weintraub

PF investiga desvio de verbas na Prefeitura de Uberaba

1/1
Please reload

TERMOS DE US0

CONHEÇA

EXPEDIENTE 

ANUNCIE

APOIE

FALE COM O BMB 

OPINIÃO 

BMB TV